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A Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau afirmou que o Governo está empenhado em dar maior atenção à Comunidade guineense na diáspora, através da reestruturação das redes consulares e diplomáticas, importantes para capturar investimentos.

“Entendemos que a Guiné-Bissau tem muito a ganhar com uma diplomacia ativa e dinâmica e que traga benefícios para o país, porque a diplomacia tem de ser, sobretudo, uma forma de ajudar ao desenvolvimento do país”, afirmou Suzi Barbosa.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação da Guiné-Bissau falava durante a inauguração do Consulado Geral em Albufeira, no distrito de Faro, o primeiro na Europa.

Em declarações à Lusa, Suzi Barbosa afirmou que existe na nova dinâmica da diplomacia guineense, “a vontade de reestruturar todo o Ministério e as redes consulares e diplomáticas, para tirar proveito desses benefícios, importantes para desenvolver a Guiné-Bissau”.

“O objetivo é captar investimentos, dar atenção à nossa Comunidade na diáspora, porque uma Comunidade na diáspora assistida vai ter condições e confiança de investir no seu país”, alegou.

Para a chefe da diplomacia guineense, o acompanhamento dos emigrantes através da rede consular “é um sinal de que o Governo se preocupa, está próximo, sendo uma garantia de que os governantes realmente se preocupam com eles”.

Questionada sobre se a renovação e adoção de uma nova diplomacia virada para os emigrantes guineenses não tardou a ser implementada, Suzi Barbosa afirmou que “nunca é tarde”.

“Dentro das possibilidades foi o mais rápido que foi possível, tendo em conta a situação da pandemia de Covid-19 que não tornou fácil organizar a abertura deste Consulado-geral e também porque temos limitações financeiras e administrativas, mas mesmo assim fizemos o esforço de concretizar a promessa e abrir a primeira representação consular”, explicou.

De acordo com Suzi Barbosa, depois de Portugal, o Governo da Guiné-Bissau pensa abrir um Consulado-geral em Madrid (Espanha), “país onde também existe uma grande Comunidade de guineenses e ampliar progressivamente a rede consular”.

“O objetivo é estar, cada dia, mais próximo da nossa Comunidade para que sintam o Estado da Guiné-Bissau e não se sintam desamparados”, sustentou.

A Ministra disse ainda que o Governo guineense está a trabalhar para combater a documentação fraudulenta, “com um trabalho que está a ser feito de origem para melhorar a credibilidade dos documentos”.

“Um dos projetos deste Governo é mudar toda a gama de passaportes, para tornar o documento cada vez mais credível e para que não tenha nenhum problema de autenticidade, ao mesmo tempo que se está a informatizar e modernizar os serviços de autenticação e de registo, para dar mais credibilidade à documentação e para que a Guiné-Bissau seja olhada com mais respeito e credibilidade”, concluiu.

 

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