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A Câmara de Vila Real vai perder dois vereadores nas eleições autárquicas de setembro, passando de nove para sete mandatos, devido à redução do número de eleitores, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

“Há dois anos a lei do recenseamento mudou e os emigrantes – e nós somos uma terra de emigrantes – passaram a estar recenseados nos países onde trabalham e esse movimento alterou o número de recenseados no concelho de Vila Real”, explicou o Presidente da Câmara, Rui Santos.

Este é o único dos 14 concelhos do distrito de Vila Real que perde mandatos nas próximas eleições, marcadas para 26 de setembro.

Segundo dados divulgados pela CNE, o concelho de Vila Real tem inscritos 49.686 eleitores, enquanto nas eleições de 2017, o número de eleitores inscritos era de 50.698. Nesse ano foram atribuídos nove mandatos para a câmara (sete ganhos pelo PS e dois pelo PSD) e 27 para a Assembleia Municipal.

Segundo Rui Santos, “acresce que Vila Real é uma cidade que tem muitos habitantes que não estão cá recenseados, que não é aqui a sua primeira morada, como os estudantes universitários, médicos e enfermeiros que trabalham no centro hospitalar e nos hospitais privados, professores e outros funcionários da universidade. Esse movimento é natural e normal e não me deixa particularmente preocupado”, salientou.

O autarca preferiu realçar que o concelho tem, neste momento, uma “taxa de desemprego inferior à média nacional” e que “nos últimos anos ganhou mais de 2.500 postos de trabalho”, com a instalação e ampliação de empresas no concelho. “Vila Real continua a ser o principal motor económico de todo o Interior Norte”, salientou.

 

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