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Roland Garros: João Sousa, estrela do ténis português esteve em Paris

LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga

O tenista português, e único atleta luso presente no quadro principal em Roland Garros de ténis, João Sousa, perdeu na primeira ronda de singulares do Torneio parisiense em três sets com os parciais de 3-6, 1-6 e 2-6 em 1h42 frente ao Espanhol Pablo Carreño Busta.

Recorde-se que, no ano passado, em 2018, João Sousa tinha perdido em três sets frente ao argentino Guido Pella com os parciais de 6-2, 6-3 e 6-4, também na primeira ronda do Torneio francês de ténis.

João Sousa, que faz dupla com o Argentino Leonardo Mayer, também foi eliminado na primeira ronda na vertente de pares em dois sets, pela dupla composta pelo Australiano John Peers e pelo Finlandês Henri Kontinen, com os parciais de 4-6 e 4-6 em 1h15 de jogo.

No ano passado, em 2018, a dupla luso-argentina foi eliminada nos oitavos de final pelos Espanhóis Feliciano López e Marc López.

Em entrevista ao LusoJornal, João Sousa abordou os resultados obtidos neste Roland-Garros 2019 e falou dos próximos objetivos.

 

Como podemos analisar o encontro de singulares frente ao Espanhol Pablo Carreño Busta?

Faltou ténis simplesmente. O Pablo foi melhor do que eu. Jogou melhor do que eu, jogou a um nível superior ao meu e daí a vitória dele. Não há grande resumo a fazer do encontro. Acho que ele esteve melhor do que eu em todos os capítulos e por isso é que venceu.

 

O primeiro set acabou por ser decisivo?

O primeiro set foi talvez aquele que eu consegui jogar a um nível que me podia permitir disputar o encontro, mas não consegui manter esse nível. Acho que o resultado foi demasiado pesado para aquilo que eu fiz, mas o ténis é assim. Só me resta dar-lhe os parabéns e continuar a trabalhar.

 

Podia ter dado a volta ao resultado?

Eu acreditei sempre. Ele jogou melhor. Tentei, lutei mas não foi suficiente.

 

Faltou confiança?

Não me faltou confiança, simplesmente ele jogou bem. Eu não consegui jogar a um bom nível ou ao nível que é preciso para poder vencer, e daí a minha derrota. Não há grande coisa a dizer.

 

É complicado defrontar alguém que conhece bem como o Pablo?

Conhecemo-nos muito bem os dois. Taticamente não joguei mal. Ele conseguiu anular essa parte tática e foi melhor do que eu. Ele também me conhece muito bem então foi um jogo em que nos conhecíamos muito bem. Eu não consegui jogar ao nível que era preciso para vencer.

 

Como está a confiança do João?

É mais um torneio, tento dar sempre o meu melhor com aquilo que tenho. Tive pouco, por isso é que perdi. Há que continuar a trabalhar para no futuro tentar ter mais e melhor. Acho que não faz sentido falar de confiança porque é algo que vai e vem.

 

Na vertente de pares o que podemos dizer do encontro frente à dupla australiana-finlandesa?

Mais um encontro de ténis. Eles conseguiram ser superiores a nós. Foram melhores do que nós e daí a vitória deles. Tivemos algumas oportunidades para estar por cima. Não o conseguimos fazer. Não conseguimos responder bem. No capítulo do serviço estivemos melhor, mas foram por pequenos detalhes que se marcou a diferença. Nesses pequenos detalhes eles foram melhores e por isso é que venceram.

 

Quais foram esses detalhes?

Nos momentos decisivos conseguiram responder melhor. Serviram, se calhar, um bocadinho melhor do que nós. E esse bocadinho junto, fez com que eles vencessem.

 

Podemos falar de sorte no ténis? E neste encontro em particular?

A sorte procura-se, faz parte do jogo e às vezes existe sorte, noutros não. Há que aceitar as coisas como elas são. Mas não foi pela sorte que eles venceram.

 

Há uma certa deceção pela derrota?

Nunca é bom perder. Sai-se sempre triste com a derrota mas foi mais um torneio na minha carreira, e agora passar a página, descansar, tenho jogado muitas semanas seguidas. É importante para mim também descansar, desligar do ténis, e depois na fase da relva voltar em força.

 

Este Roland Garros 2019 é uma deceção?

Jogar Roland Garros nunca é uma deceção. Apenas foi um mau torneio, não uma deceção. Não consegui jogar a um bom nível. A deceção foi mais sobre o facto de não jogar a um bom nível, isso sim. Independentemente da vitória ou da derrota, o objetivo principal é jogar a um bom nível, como temos vindo a trabalhar. Não o consegui fazer. Agora é descansar e recuperar da melhor forma.

 

Quais são os próximos passos na temporada?

Agora vou descansar, depois começa a temporada de relva. Vou para s-Hertogenbosch na Holanda, depois Halle (Alemanha), Antalya (Turquia) e por fim Wimbledon (Inglaterra).

 

Como vai ser a temporada de relva?

Gosto de jogar em relva. Gosto de competir em relva. Não é fácil adaptar o jogo à relva, mas eu acho que posso fazer bons resultados. No ano passado não correu bem, mas pronto, é tentar dar o meu melhor sempre e tentar fazer bons resultados.

 

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