A Delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian lançou ontem a 9ª edição do seu concurso “Expositions Gulbenkian”, um programa que apoia projetos de exposições dedicadas a artistas da cena portuguesa na Europa francófona. As candidaturas decorrem até 15 de outubro, numa iniciativa que pretende reforçar a visibilidade da criação artística portuguesa em instituições culturais de referência nestes territórios.
Este concurso, de natureza bi‑anual, decorre em duas sessões ao longo do ano – entre janeiro e março e entre setembro e outubro – e está aberto a instituições de França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça e Mónaco. Podem candidatar‑se centros de arte, museus, FRAC, CRAC, associações e festivais que desejem integrar artistas portugueses nas suas programações, abrangendo todas as disciplinas das artes visuais.
Criado para apoiar a realização de exposições, o programa inscreve‑se na missão histórica da Fundação Gulbenkian de promover a criação artística portuguesa além‑fronteiras, um compromisso que acompanha a instituição desde 1956. Ao longo das oito edições anteriores, o concurso contribuiu para a apresentação de projetos em instituições de grande prestígio, como a Kunsthalle Bern, o Palais de Tokyo, o Centre Pompidou, o FRAC Grand Large, o CCC OD de Tours ou o Creux de l’Enfer. Entre os exemplos destacados figuram “Compost”, de Jota Mombaça, “The Thought of the Heart and the Soul of the World”, na Contour Biennale, e “L’Oeil du labyrinthe”, dedicada a Maria Helena Vieira da Silva, no Museu Cantini.
As instituições interessadas devem submeter o seu dossier de candidatura online. O calendário prevê a abertura das candidaturas a 1 de setembro, o encerramento a 15 de outubro, a fase de seleção durante o mês de novembro e o anúncio dos projetos vencedores ainda antes do final desse mês. Os projetos selecionados deverão ser realizados nos 14 meses seguintes, com início obrigatório até agosto de 2027.
Com esta nova edição, a Gulbenkian reafirma o seu papel central na projeção internacional da arte portuguesa, incentivando instituições europeias a acolher e divulgar a diversidade e a vitalidade da criação contemporânea de Portugal.







