
Na solenidade de Todos os Santos, a Igreja convida-nos a escutar as Bem-aventuranças. Jesus apresenta-nos um caminho de felicidade diferente daquele que o mundo costuma propor. Onde se exaltam o poder, a riqueza e o sucesso, Ele declara felizes«os pobres… os humildes… os que têm fome e sede de justiça… os misericordiosos».
As Bem-aventuranças são, antes de mais, o retrato do próprio Jesus: Ele é o pobre que confia no Pai, o humilde que se coloca ao serviço dos outros, aquele que tem fome e sede de justiça e o misericordioso que acolhe e perdoa. Ser santo é tornar-se cada vez mais semelhante a Ele.
Os santos não foram pessoas sem defeitos nem fraquezas. Foram homens e mulheres que deixaram o amor de Deus transformar as suas vidas. Conhecemos o nome de alguns. Muitos outros viveram no anonimato, amando sem procurar reconhecimento, perdoando quando seria mais fácil guardar rancor e conservando a esperança nas provações.
Nesta solenidade, não somos chamados apenas a admirar os santos: somos convidados, sobretudo, a seguir o seu exemplo. A santidade não está reservada a poucos. É a vocação de todos e começa nos gestos de cada dia: na paciência, na bondade, na atenção aos que sofrem, na defesa da justiça e na construção da paz. O mundo não precisa de pessoas perfeitas, mas de homens e mulheres que tornem visível, com a sua vida, o amor de Deus.




