
A Feira de Produtos Portugueses de Nanterre voltou a reunir milhares de visitantes ao longo do fim de semana, e como já vem sendo habitual, há um espaço que se destaca todos os anos pela dimensão: o stand da Câmara municipal de Montalegre. A presença do município barrosão, já histórica neste evento, voltou a afirmar-se como uma das mais sólidas pontes entre Portugal e a diáspora residente na região parisiense.
A Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fátima Fernandes, presente desde a abertura, sublinhou ao LusoJornal que esta participação “acontece desde o início” da feira e tem um significado muito claro: “É dignificar a nossa gente”. Para a autarca, estar em Nanterre é reconhecer o percurso dos Montalegrenses que emigraram em condições difíceis, muitos deles “com inícios muito complicados, alguns até vindo a salto”, e que hoje são empresários de sucesso, mantendo sempre um vínculo profundo à terra de origem.
Segundo explicou ao LusoJornal, os emigrantes continuam a regressar a Montalegre ao longo do ano – na Páscoa, no Natal, em agosto – e mantêm casas, propriedades e laços afetivos. “Onde está a sua alma e o seu coração é em Montalegre”, afirmou, lembrando que a facilidade das viagens reforça ainda mais essa ligação.
Produtos endógenos e identidade barrosã em destaque
O stand de Montalegre apresentou-se como um dos mais completos da feira, reunindo produtos endógenos que já conquistaram reconhecimento nacional e internacional. Em declarações ao LusoJornal, a autarca destacou a importância de promover estes sabores junto da Comunidade emigrante e também do público francês, que cada vez mais procura produtos autênticos.
“Temos das maiores feiras do fumeiro do país, um fumeiro muito reconhecido”, recordou, sublinhando que muitos visitantes procuram precisamente estas iguarias para a Páscoa. Entre os produtos mais procurados estiveram os enchidos tradicionais e o célebre Folar de Montalegre, “que leva também o fumeiro e os bons enchidos da nossa terra”.
A participação na feira, explicou, tem uma dupla missão: “alimentar a alma dos nossos concidadãos e também aconchegar o estômago”. Mas é igualmente uma oportunidade para divulgar eventos que projetam Montalegre além-fronteiras, reforçando a identidade cultural do concelho.
A Presidente da Câmara fez questão de sublinhar que a presença dos autarcas é, acima de tudo, um gesto de reconhecimento. “Os Montalegrenses sentem-se reconhecidos por terem aqui o seu Executivo, a gente que gere o seu território”, afirmou. Para muitos emigrantes, este contacto direto é uma forma de proximidade institucional que ultrapassa fronteiras.






