As festividades do 1º de Maio em Blâmont, localidade situada perto de Nancy, tiveram este ano um brilho especial para a Comunidade portuguesa da região. A convite da Mairie de Blâmont, Portugal foi o país convidado de honra da edição de 2026, num evento que reuniu mais de 10 mil pessoas ao longo do dia e que contou com a presença do Cônsul-Geral de Portugal em Strasbourg, Luís Brito Câmara.
O Maire Yann Durand, acompanhado pela sua equipa municipal – entre os quais a Maire-Adjointe Sophie Barbosa Pereira, de origem portuguesa – recebeu oficialmente a delegação portuguesa, sublinhando a importância da presença lusa num festival que, ano após ano, se afirma como um dos grandes momentos culturais da região.
O grande destaque artístico foi a atuação do Grupo folclórico Povo do Minho, de Nancy, presidido por Cláudia Miranda. O grupo apresentou um espetáculo vibrante, marcado pela autenticidade das danças, dos trajes e das sonoridades tradicionais do Minho, conquistando o público francês e estrangeiro presente no recinto.
A atuação foi amplamente aplaudida e tornou-se um dos momentos mais fotografados e partilhados do festival, reforçando a visibilidade da cultura popular portuguesa no leste de França.


Uma celebração da amizade franco-portuguesa
No seu discurso, o Cônsul-Geral Luís Brito Câmara agradeceu ao Maire de Blâmont e à Associação Portuguesa de Blâmont pela escolha de Portugal como país convidado, destacando o valor simbólico desta decisão. Sublinhou que iniciativas como esta “permitem divulgar a riqueza da cultura portuguesa nas mais diversas áreas e confirmar a amizade entre Portugal e a França”.
O diplomata recordou ainda que a cultura portuguesa “tem contribuído para enriquecer a humanidade com as suas criações artísticas” e que a presença portuguesa em Blâmont reforça “as ligações culturais profundas entre os dois países”.
Num momento em que a Europa enfrenta desafios significativos, o Cônsul-Geral de Portugal destacou a importância de festividades que aproximam Comunidades e promovem valores de convivência, paz e estabilidade. Afirmou que o festival “contribuiu para unir a Comunidade dos povos europeus numa altura em que a necessidade de união e esperança é crucial”.
A organização do evento foi calorosamente elogiada, com o Cônsul-Geral a agradecer o esforço de todos os envolvidos e a sublinhar a “vocação universal de Portugal”, que continua a revelar ao mundo a sua riqueza cultural, artística e contemporânea.







