Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas considera que “Portugal é um país de confiança” que deve continuar a abrir portas através de novos mercados e reforçar a sua atratividade. Disse-o no discurso de abertura, nos dias 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, do primeiro fórum “Portugal Nação Global”, que teve como promotores o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Gabinete da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e a Associação Empresarial Portuguesa (AEP), tendo como parceiros diversas outras instituições estatais, privadas e bancárias.
O governante considera necessário adaptar as estruturas de ação, nomeadamente na área económica, tornando-as “mais eficazes e alinhadas com os desafios atuais”. Parte dessa mudança passa por criar condições para que as empresas possam manter ligações ativas ao país, mesmo quando operam no exterior.
No plano económico, “este é provavelmente um dos maiores desafios estruturais que um país pode enfrentar”. Mais do que reagir a crises, trata-se de encarar o futuro como uma oportunidade estratégica.
Portugal tem ativos fundamentais: capital humano, conhecimento acumulado, confiança construída ao longo de gerações e uma forte capacidade de adaptação. O país precisa de crescer, desenvolver-se de forma contínua e atrair talentos. Neste contexto, “a nossa diáspora pode desempenhar um papel essencial”.
A rede de portugueses espalhados pelo mundo “é uma oportunidade única” assume Emídio Sousa. “Não é apenas uma ligação simbólica, é um verdadeiro ecossistema, capaz de gerar valor, impulsionar o crescimento, facilitar a inovação e reduzir barreiras ao desenvolvimento”.
Portugal será tanto mais forte quanto maior for a sua capacidade de se afirmar como uma “nação global”. “Essa força depende da visão, da cooperação e da comunicação entre o país e a sua diáspora. Para isso, precisamos de todos: os que estão em Portugal e os que, mesmo estando fora, nunca deixaram de estar ligados”.
O Secretário de Estado reafirmou o compromisso com um Portugal mais aberto, mais competitivo e mais global, um país que valoriza a sua presença no mundo e a sua geração global.
“Este projeto não é apenas um evento, mas o início de uma plataforma permanente” garantiu Emídio Sousa. “Queremos que envolva áreas como a educação, a cultura e a ciência, ligando portugueses em qualquer parte do mundo”.
Centenas de empresas e instituições participaram no fórum “Portugal, Nação Global”, o que demonstra a relevância desta iniciativa. “Este é apenas o ponto de partida. O objetivo é criar uma rede ativa, dinâmica e colaborativa”.
Durante o evento, todos foram convidados a participar ativamente: “conhecer, estabelecer contactos e explorar oportunidades. As Comunidades e os territórios aqui representados estão abertos a novas parcerias e projetos”.
Portugal está presente nos cinco continentes. “Ao longo das décadas, os portugueses têm construído uma imagem de trabalho, resiliência e competência. Hoje, estão também em posições de liderança, nas universidades, nas empresas e nas instituições internacionais” garantiu Emídio Sousa. “Temos ainda muito trabalho pela frente, mas também um enorme potencial. Esta é uma oportunidade para dar um novo passo na nossa história coletiva”, concluiu.







