“Portugal Nação Global” foi apenas o início “de um projeto maior”

A sessão de encerramento do primeiro fórum “Portugal Nação Global” teve lugar a meio da tarde de quinta-feira, 30 de abril. O evento realizou-se nos dias 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da Associação Empresarial Portuguesa (AEP), tendo como parceiros diversas outras instituições estatais, privadas e bancárias.

Antes da intervenção dos três oradores finais do Fórum, todos os presentes no Grande Auditório do CCB tiveram a oportunidade de escutar três temas de guitarra portuguesa magistralmente interpretados por Mafalda Lemos.

Foram oradores desta sessão de encerramento, respectivamente Luís Miguel Ribeiro, Presidente da Fundação AEP, Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e Paulo Rangel, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

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Luís Miguel Ribeiro, Presidente da Fundação da Associação Empresarial Portuguesa (AEP) começou por agradecer a todos os participantes e parceiros que tornaram possível a realização destes dois dias de evento. Destacou especialmente o papel das instituições envolvidas, em particular a Fundação AEP, pelo seu empenho, dedicação e responsabilidade na organização.

Depois, referiu que este encontro foi importante não só pela sua realização, mas também pelo ambiente positivo criado e pelas pessoas que participaram, permitindo conhecer profissionais e empresários de grande qualidade.

O Presidente da Fundação AEP, exprimiu uma forte mensagem de confiança no futuro: “confiança no caminho que está a ser construído, confiança nas parcerias criadas, confiança nas instituições envolvidas e confiança no futuro de Portugal”.

O orador sublinhou que este é “o rumo certo” e que os portugueses têm grande capacidade para alcançar sucesso.

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Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas partilhou a sua emoção, destacando o talento dos portugueses, tanto na cultura como no mundo empresarial.

Depois realçou a forte participação: 189 empresas da diáspora, representantes de 43 países originárias dos cinco continentes, 800 participantes credenciados, 200 não credenciados e cerca de 200 reuniões de negócios, números que mostram o grande interesse e envolvimento da Comunidade portuguesa espalhada pelo mundo, no fórum.

Salientou que os participantes “não vieram apenas assistir, mas sim participar ativamente, investir tempo, recursos e criar oportunidades de negócio”, sendo o evento visto como “um ponto de partida, o início de um processo contínuo, uma plataforma que deve ser mantida e desenvolvida”, o sucesso dependendo da continuidade e do trabalho conjunto após o evento.

Também destacou a importância dos portugueses no estrangeiro, “que contribuem para reforçar a presença de Portugal no mundo, criar oportunidades de negócio e gerar valor económico”.

Evocou uma relação de benefício mútuo. “Portugal ganha com a ligação à diáspora, e os empresários no estrangeiro também beneficiam dessa ligação”.

Para Emídio Sousa, o Governo e as instituições públicas devem facilitar o investimento, apoiar os empresários, reduzir burocracias, garantir acompanhamento contínuo tendo como objetivo tornar Portugal mais atrativo como destino de investimento.

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Paulo Rangel, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros explicou o significado do conceito. “Portugal Nação Global” não significa apenas “Portugal no mundo”, representa sim um país presente em todas as dimensões”, incluindo tanto no mundo físico como no mundo digital.

O Ministro está consciente que muitos portugueses no estrangeiro estão ligados através de redes digitais, o que exige uma nova forma de pensar a ligação ao país. Assim, “Portugal Nação Global” significa “um Portugal conectado globalmente, uma rede de pessoas e empresas espalhadas pelo mundo e uma ligação que vai além da geografia, incluindo o digital”.

Início e conclusão do fórum “Portugal Nação Global”

Depois da intervenção do Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, na abertura dos dois dias de fórum, teve lugar o primeiro debate com a apresentação de três casos de sucesso da diáspora: Jorge Viegas, Presidente da Federação Internacional de Motociclismo sediada na Suíça, Luisa Buinhas, Cofundadora e Chief Program Officer de Vyoma GmbH sediada na Alemanha e António Pargana da Fundação António Pargana sediada no Brasil. Excelentes exemplos entre os muitos que a Diáspora Portuguesa tem espalhados pelo mundo.

Citamos aqui dois números que foram referidos por António Pargana que explicam de certa forma a atratividade de Portugal: 140 mil estudantes estrangeiros frequentam escolas e universidades em Portugal, assim como 40 mil lusodescendentes.

O fórum “Portugal Nação Global” de 28 e 29 de abril, que decorreu no Centro Cultural de Belém, foi um evento apresentado como “o início de um projeto maior”, que pretende “reforçar a ligação entre Portugal e a diáspora, promover investimento e negócios, criando uma rede global de portugueses”.

A mensagem final é de otimismo, união e continuidade. “O trabalho começa agora e depende do envolvimento de todos para ter sucesso”.

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