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Ensino

 

 

A Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, respondeu a uma carta que José Machado enviou para o Presidente da República e que este enviou para a Governo responder. José Machado foi Presidente da Federação das Associações Portuguesas de França e foi também Presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas até 2003

José Machado reagiu no seguimento de declarações da associação portuguesa Casa Amadis em Montpellier, que denunciou que a Academia que rege o ensino público na região, recusa ensinar português nas escolas com Diretores de liceus a alegarem que “baixaria o nível” dos estabelecimentos de ensino.

“Há um único liceu, que lutando contra toda a gente e porque tem um Diretor que gosta da língua portuguesa, que ensina português e outros liceus deram-nos como resposta que não iam ter português porque ia baixar o nível dessas escolas, portanto preferiam ter chinês”, denunciou Tito Lívio, Presidente da associação cultural e de língua portuguesa Casa Amadis, em declarações à Lusa.

Berta Nunes salientou “os contributos que, por via de relevantes cargos que exerceu, conferiu a valorização da Comunidade portuguesa em França e a promoção da língua portuguesa nesse país”, mas acrescentou que “estas são preocupações que também partilhamos, pelo que mereceu a situação reportada a melhor atenção”.

A Secretária de Estado diz que em sede da Comissão Bilateral de acompanhamento ao ensino das línguas portuguesa e francesa, “Portugal tem manifestado junto das autoridades educativas francesas a importância e a necessidade de que a língua portuguesa seja crescentemente integrada na ‘carte des langues’ das academias e das escolas, de modo a responder i) às expectativas da expressiva e muito relevante Comunidade portuguesa em França ii) a importância que a língua portuguesa tem hoje entre as grandes línguas internacionais iii) ao investimento que Portugal faz no ensino da língua francesa em escolas portuguesas”.

Mas José Machado diz ao LusoJornal que “fui induzido em erro” com um artigo publicado pelo LusoJornal (ler AQUI). Porque Berta Nunes afirma que “a situação em causa não pertence a um responsável da academia de Montpellier, mas sim ao senhor Tito Lívio dos Santos Mota, que, em outubro de 2020, usou estes termos numa intervenção pública que realizou numa sessão da associação Cap Magellan, reportada pela imprensa da diáspora presente”.

Ora, estas declarações do Presidente da Casa Amadis, publicadas no LusoJornal, mereceram, segundo a Secretária de Estado, “uma reação da parte da inspetora do Ministério da educação francês responsável pelo ensino do português naquela região, Isabelle Leite, que nos escreveu (dando conhecimento dessa comunicação aos Diretores académicos e ao Delegado da Academia de Montpellier), assegurando o seu empenho em promover a diversidade linguística no respeito por todas as línguas e o interesse no alargamento do mapa das línguas nas escolas, em resposta a necessidades sinalizadas pelas respetivas direções”.

Berta Nunes, que ainda está em exercício neste Governo, garante a José Machado que “do nosso lado, procuraremos também continuar a reforçar o investimento que temos vindo a realizar em França, através do aumento do número de professores (foram colocados mais 11 nos últimos 6 anos), no apoio a cursos de caráter associativo e, em breve, com recurso às novas tecnologias, em novas formas de apoiar o acesso à língua e à cultura por os jovens portugueses e lusodescendentes”.

 

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