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O Evangelho do próximo domingo, dia 22, propõe-nos o relato, quase integral, do nascimento de Jesus, na versão do evangelista Mateus (é-nos apenas omitido o último versículo : «(…) ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus»). Nesta página é privilegiado o ponto de vista de José e é-nos descrita a sua reação ao descobrir que Maria está grávida. «José (…) resolveu repudiá-la em segredo», pois sabe que a criança não é sua.

Mateus diz-nos que, mais tarde, José volta atrás na sua decisão: casa com Maria e acolhe o menino como seu filho. O Evangelista justifica este gesto relacionando-o com um sonho… No entanto, uma decisão como esta, que compromete para a vida, pede uma motivação maior, uma motivação mais bonita: José amava Maria.

É a única resposta com sentido. Qualquer outra explicação (medo, dever, vergonha…) não seria digna de José e tão pouco aceite por Deus. Um “sim” dito sem amor é uma vocação condenada à esterilidade. O amor é o motor que desde o início dos tempos faz avançar a história da salvação. Encontramo-lo na Criação, na Incarnação e na cruz da Redenção. Se não fosse por amor, o gesto de José não teria qualquer sentido. Se não for por amor, se não for o amor a motivar-nos, tudo aquilo que fizermos, por muito nobre que pareça, é estéril e vazio aos olhos de Deus, pois tal como nos recorda são Paulo:

 

Ainda que eu tenha o dom da profecia

e conheça todos os mistérios e toda a ciência,

ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,

se não tiver amor, nada sou.

 

Ainda que eu distribua todos os meus bens

e entregue o meu corpo para ser queimado,

se não tiver amor, de nada me serve.

 

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