Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

No Evangelho do próximo domingo, dia 16, Jesus recorda-nos que a Lei de Moisés proíbe o homicídio e o adultério; prevê a possibilidade de divórcio e obriga que sejam respeitados apenas os compromissos selados com um juramento.

Matar, trair, repudiar, jurar… «Eu, porém, digo-vos!» Com esta expressão Jesus introduz quatro novos ensinamentos que completam a antiga Lei e que podemos muito brevemente sintetizar da seguinte maneira:

 

1) Não basta “não matar”: é necessário cultivar o respeito absoluto pela vida e pela dignidade de cada pessoa.

 

2) Não basta uma fidelidade sexual, mas devemos também esforçarmo-nos por purificar o nosso coração e os nossos pensamentos.

 

3) Apesar dos nossos limites e fragilidades, é preciso continuar a acreditar no matrimónio cristão: não nos podemos simplesmente render à “solução” do divórcio.

 

4) A necessidade de jurar implica a existência de um clima de desconfiança que é incompatível com o “Reino”. Entre os discípulos deve haver um tal clima de sinceridade e confiança que os simples “sim” e “não” são suficientes.

 

São quatro ensinamentos que concretizam e revelam a lição mais importante: um verdadeiro caminho de fé não pode reduzir-se à observância de algumas regras, mas implica uma autêntica conversão do coração! Mas se estes mandamentos indicam o Caminho que conduz à vida plena, não podemos no entanto aplicá-los fanaticamente (tal como faziam os escribas e fariseus) e nem condenar cegamente quem os quebra, pois isso seria trair o espírito cristão que deve animar a nossa doutrina. A lei não é um ídolo e a justiça de Deus não é cega, pois Ele vê e ama cada um de nós.

 

 

X