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O Evangelho do próximo domingo, dia 17, faz parte dos famosos discursos sobre o “fim dos tempos” que encontramos normalmente nas últimas celebrações do ano litúrgico (de facto, está à porta o novo ciclo de leituras – ano A -, que começará no dia 1 de dezembro, com o primeiro domingo do tempo do Advento). Já aqui vos falei do género literário apocalíptico e de como estes textos, apesar das imagens espetaculares e aterradoras que utilizam, normalmente procuram veicular uma mensagem de esperança. O Evangelho do próximo domingo insere-se plenamente nesse filão: «Há de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias (…) deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, (…) por causa do meu nome». Esta página do Novo Testamento é um convite a não perder nunca a coragem e a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida, porque «nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá».

Porém, apesar do género literário utilizado, o discurso de Jesus não pode ser considerado puramente metafórico ou simbólico. As perseguições foram (e são…) uma realidade terrível. Para muitos de nós, as palavras de Jesus provavelmente soam distantes da nossa realidade, mas não nos esqueçamos que, infelizmente, neste preciso momento, vários nossos irmãos e irmãs vivem a assustadora realidade que Ele descreve. Sofrem entre «guerras e revoltas», «fomes e epidemias» e são «perseguidos e entregues às prisões». Rezemos por todos eles. Para que a paz volte às suas terras e para que, fiéis à própria fé, consigam testemunhar o amor e perdoar aqueles que os perseguem.

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