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No próximo domingo celebraremos a Festa do Batismo do Senhor. Em pouco mais de quinze dias, fomos convidados a meditar o nascimento de Jesus em Belém, a visita dos reis magos e a fuga da Sagrada Família para o Egipto. Os relatos evangélicos da infância de Jesus incluem ainda o famoso episódio, de quando Ele aos doze anos, após ter estado desaparecido durante três dias, foi reencontrado pelos seus pais, no templo de Jerusalém. No entanto, no Evangelho do dia 12, é um Jesus adulto (com cerca trinta anos de idade) que se apresenta diante de João para receber o batismo. Naturalmente, a curiosidade suscita em todos nós a mesma pergunta: como foram passadas as primeiras três décadas da vida de Jesus?

Podemos apenas fazer hipóteses e suposições… mas o silêncio bíblico que envolve aqueles anos acaba por ser o elemento mais importante a incluir nos nossos palpites: a falta de relatos leva-nos a supor que não houvesse nada de extraordinário para relatar. A vida de Jesus até ao momento do batismo no rio Jordão (excluindo os eventos ligados ao Seu nascimento) provavelmente não era muito distinta da vida dos Seus contemporâneos: uma vida anónima, trabalhando como carpinteiro numa pequena aldeia da Galileia. A Palavra fez-se carne e durante trinta anos permaneceu num silêncio frutífero: escutando, aprendendo, meditando.

Se o exemplo de Jesus deve iluminar a nossa vida, também este período de “mutismo” tem algo para nos ensinar (e concluo com este bom conselho…). Se Deus nos deu uma boca e dois ouvidos, é para que os usemos nessa proporção: nesta vida é sensato falar menos e ouvir mais!

 

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