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No próximo domingo, dia 15, seremos convidados a meditar a famosa parábola do filho pródigo e as três conceções de Deus que ela nos propõe.

O filho mais novo (que pede a herança e a esbanja num país distante) pensa que o Pai seja apenas um concorrente, um adversário que o impede de realizar-se plenamente. Para ele, Deus é um censor, um crítico asfixiante que sufoca a nossa liberdade.

Para o filho mais velho (incapaz de alegrar-se com o regresso a casa do irmão), Deus é um “patrão” a quem temos de obedecer seguindo muitos ritos e regras. O seu ressentimento é natural: o Pai é injusto, pois organiza uma festa para um subordinado indisciplinado e desobediente. O dever cancelou o amor e o filho mais velho vê relações contratuais em vez de laços familiares.

Ambos os filhos protagonistas desta parábola têm uma ideia errada de Deus: um está perdido na distância, outro na proximidade. Um na desobediência, outro no dever.

Porém, é no Pai misericordioso que Jesus revela o verdadeiro rosto de Deus. O Pai que deixa partir o filho mais novo, mesmo temendo que ele possa arruinar-se… que todos os dias vigia o horizonte… que corre na direção do filho que regressa derrotado… que o abraça sem recriminações… que sai de casa, ao encontro do filho mais velho, para rogar-lhe que perdoe e aceite de novo o seu irmão…

Se “pródigo” é sinónimo de “esbanjador”, então esta parábola ensina-nos que é o Pai (e não o filho mais novo) a merecer esse adjetivo. Apesar do nosso pecado, dos nossos limites e defeitos, Deus ama-nos de uma forma abundante, generosa, pródiga! E a sua misericórdia é realmente infinita.

 

 

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