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As remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos para o arquipélago voltaram a disparar, 30% no primeiro semestre ano, para quase 12.584 milhões de escudos (113,6 milhões de euros), segundo dados do banco central de Cabo Verde.

De acordo com dados compilados pela Lusa a partir de um relatório deste mês do Banco de Cabo Verde, o resultado do primeiro semestre foi impulsionado pelas remessas enviadas em junho, um recorde de quase 2.374 milhões de escudos (21,4 milhões de euros) num único mês.

No primeiro semestre de 2020, os emigrantes cabo-verdianos já tinham aumentado as remessas enviadas para o arquipélago para mais de 9.681 milhões de escudos (45,5 milhões de euros), que agora cresceram 30%, tendo em conta os dados de janeiro a junho deste ano.

 

França passou para segundo emissor de remessas

A Lusa noticiou anteriormente que as remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos em Portugal caíram quase 14% em 2020, sendo ultrapassadas pelas provenientes de França e dos Estados Unidos da América.

Comparando com 2019, as remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos em França aumentaram para quase 4.983 milhões de escudos (44,8 milhões de euros) em 2020, enquanto as remessas provenientes de Portugal, que habitualmente lideravam na contabilidade anual, caíram 13,8%, para cerca de 4.895 milhões de escudos (44 milhões de euros), face aos 5.679 milhões de escudos (51 milhões de euros) em 2019. As remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos dos Estados Unidos dispararam 33%, para mais de 5.982 milhões de escudos (53,8 milhões de euros).

 

Remessas são importantes para o país

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, reconheceu em dezembro passado, no parlamento, a importância para a economia nacional das remessas enviadas pelos emigrantes, que continuavam a crescer e representam já 11,3% do Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano.

“As contribuições das remessas dos emigrantes têm sido importantes ao longo da história de Cabo Verde. São importantes para as famílias, para o financiamento da economia cabo-verdiana e também demonstra que a confiança tem aumentado, mesmo no período da pandemia”, afirmou.

O governante explicou que as remessas valiam 10,6% do PIB, em média, na legislatura de 2012 a 2015, mas que subiram para 11,3% no período de 2016 a 2019. “E neste período de pandemia, ao contrário do que estava estimado, tem havido uma evolução positiva, um crescimento de 20% de junho de 2019 a junho de 2020”, destacou, em dezembro, Ulisses Correia e Silva, reforçando a importância destas remessas por continuarem a aumentar, globalmente, apesar das dificuldades económicas que os emigrantes cabo-verdianos também enfrentam nos países onde trabalham, devido à pandemia de Covid-19.

A população de Cabo Verde ronda os 500 mil habitantes, mas mais de um milhão de cabo-verdianos vivem na Europa e Estados Unidos da América, estando o sistema financeiro dependente das remessas desses emigrantes.

 

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