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Cónego Eric Besson: 25 anos de sacerdócio com “Portugal no coração”

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

Eric Besson nasceu em 1962, em Lyon, de uma família oriunda do Monts-du-Forez, região entre Saint Etienne e le Puy-en-Velay. “Sou francês, mas também sou português de coração” gosta de dizer.

Descobriu Portugal em 1992 quando acompanhava um grupo em peregrinação a Fátima, quando ainda era seminarista. “Ali tive uma revelação que me tocou e ajudou na minha vocação sacerdotal e que também me ajudou muito para o meu futuro que mais tarde foi ser sacerdote”. Foi em Fátima que tomou a decisão de aprender a língua portuguesa que hoje fala e escreve.

Foi ordenado padre no dia 1 de julho de 1995. “Rapidamente estive em contacto com a Comunidade portuguesa, pois na Vallée-du-Rhône encontrei trabalhadores sazonais que pude acompanhar e ajudar na sua vida espiritual e humana”.

Celebrou a primeira missa na Capela antiga de Fourvière, em Lyon, “onde havia tantos portugueses como franceses. Foi um dia muito importante para mim o de estar acompanhado pelas duas Comunidades” disse ao LusoJornal.

Eric Besson fez inúmeras amizades, o que o levou a conhecer o norte e o litoral de Portugal, quando visitava os seus amigos e também preenchendo várias missões de evangelização, pregando em retiros e animando as eucaristias de peregrinações a santuários, festas a santos padroeiros, tudo isto durante as férias de verão.

“Eu estabeleci contacto com a Pastoral das Migrações na pessoa do Cónego Soares, em 1996, que me aconselhou de fazer ‘estágios’ em Portugal, o que eu fiz em Vizela (Braga) e em Bragança, nos anos 97, 98 e 99. Tudo isto me facilitou para aperfeiçoar o meu português, e fazer conhecimento com o clero português nestas regiões”.

Todos os anos o jovem Padre Eric Besson partia em missão (férias) em Portugal, e assim os laços de amizade com a Comunidade portuguesa consolidaram-se e aumentaram de ano para ano. Em 2000, o Cardeal Louis-Marie Billé, Arcebispo de Lyon, enviou-o para Roma, onde deveria estudar e se formar em direito canónico e preparar a tese de doutoramento durante quatro anos o que obteve com grande sucesso.

Em 2004, quando regressou, foi nomeado docente de direito canónico e membro do Tribunal eclesiástico de Lyon. Mais tarde, em 2007, foi nomeado Diretor do Instituto de direito canónico de Lyon. Rapidamente passou a ter novos contactos com a Comunidade portuguesa residente na região de Lyon. Trabalhou em várias paróquias da cidade de Lyon, em paralelo com as suas outras funções. Conheceu e colaborou com vários Capelães da Comunidade portuguesa, como foi o caso dos Padres Giuseppe Fochesato, Gonzague de Sars e José Luís de Almeida.

O Padre Eric Besson tem acompanhado e ajudado a Comunidade portuguesa, e os seus Capelães nos encontros-peregrinações a Nossa Senhora de Fátima na Basílica de Fourvière, que têm lugar duas vezes por ano, em maio e em outubro. Também foi ele que acompanhou e formou os grupos corais que animam as celebrações religiosas da Comunidade na Diocese de Lyon.

Finalmente aceitou a missão de Capelão da Comunidade portuguesa da região, em setembro de 2016. No dia 2 de março de 2018, é também nomeado Cónego capitular da Sé de S. João de Lyon pelo Cardeal Philippe Barbarin. Hoje ocupa várias funções na Diocese de Lyon e na Província apostólica. A Comunidade católica portuguesa conta com a sua experiência de organização, a sua pedagogia, talento de docente, além de pregador. “Sinto-me muito feliz em ajudar a Comunidade portuguesa nas suas diversas manifestações espirituais, as celebrações dominicais, e também nas missões da formação catequética e preparação ao Crisma, entre outras” conta ao LusoJornal. “Um grande projeto nosso é agora montar, em parceria com a Diocese de Lyon, um grupo de jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, que deve realizar-se em 2023. Certo, o meu tempo para a Comunidade portuguesa é muito limitado, mas com a ajuda de vários colaboradores e famílias, temos feito um trabalho de grande valor e com expectativas de um futuro duradouro”.

Confrontado com os 25 anos de sacerdócio diz que “o tempo passou tão rápido! Se fosse para refazer, eu refazia igual e posso testemunhar que a alegria de ser Padre vai crescendo com os anos! Partilho muitas alegrias e eventos com a Comunidade portuguesa, o que me enriquece imenso nas minhas relações humanas, o que muito aprecio. Desejo que, no futuro, Deus nos ajude a formar comunidades sempre mais unidas e portadoras da ‘Alegria do Evangelho’, como diz o Papa Francisco. É o nosso maior desafio”.

A Comunidade portuguesa residente na região de Lyon representa cerca de 45.000 pessoas.

 

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