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O Fadista Joaquim Campos, um dos mais experientes fadistas da praça de Paris, está parado, como todos os demais artistas, por causa do estado de emergência sanitária.

Mas também não está nada otimista em relação ao futuro. Considera que o mundo não voltará a ser o mesmo e antevê momentos muito difíceis.

 

Como está a passar este período de confinamento por causa da pandemia de Covid-19?

É o fado nosso de cada dia… em casa!

 

Teve algum espetáculo mais importante encerrado durante este período?

Tive 14 espetáculos cancelados! E para mim são todos importantes. Agora, regressarei quando for possível, mas vai ser difícil a regularidade da nova época.

 

Tem aproveitado este período para trabalhar em novos projetos?

Não, não estou a trabalhar em nada. Acho que é cedo demais, devido ao tempo de paragem… O mundo virou, nunca mais vai ser igual, vai demorar anos a vir ao normal.

 

Está preocupado com o futuro?

Como disse, o mundo nunca mais vai ser o mesmo. A desconfiança, a falta de trabalho, as dificuldades monetárias, vão trazer famílias separadas, restaurantes a irem para a falência, associações desorganizadas por falta de gente, etc. Podem dizer que não sou otimista, mas não posso fazer fantasias num mundo em que só daqui por dois anos poderão fabricar uma vacina contra o vírus. E mesmo assim, vai pairar sempre a desconfiança do parceiro que tivermos ao lado. Isto é muito sério. Aproveito para enviar um abraço aos leitores do LusoJornal e fico à espera de me ter enganado.

 

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