
O Presidente da República António José Seguro esteve ontem em Paris para um almoço de trabalho com o Presidente francês Emmanuel Macron, e considerou que foi um dia “muito positivo para as relações entre Portugal e a França e também para a economia portuguesa”.
“A reunião de trabalho não podia ter corrido melhor. Este é um bom momento das relações entre Portugal e França e isso ficou reforçado durante e no final da reunião”, afirmou aos jornalistas já na Embaixada de Portugal.
“Passámos em revista vários setores da cooperação, nomeadamente em termos económicos, em termos culturais, em termos energéticos, e ficou claramente assumido por parte do Presidente francês a vontade de realizar, desejavelmente até ao final deste ano, a primeira cimeira entre Portugal e a França com decorre do Tratado de Amizade que foi assinado no ano passado, dando já prioridade ao ensino da língua portuguesa e ao ensino da língua francesa” disse António José Seguro. “Isso parece-me extremamente importante porque corresponde a uma prioridade nacional ao ensino da nossa língua, sobretudo para gerações novas de lusodescendentes que aqui estão, e é um fator de aproximação entre os dois países”.
A nível de política externa, António José Seguro indicou que Portugal partilha com França “valores comuns”, designadamente no que se refere à defesa do multilateralismo, “à resolução pacífica dos conflitos, ao respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas”.
O Chefe de Estado português referiu que essa convergência foi visível quando se discutiram as atuais “crises mundiais”, designadamente a guerra na Ucrânia, a necessidade de livre circulação no Estreito de Ormuz ou de se “encontrar soluções de paz no Médio Oriente”.
“Naturalmente isso passa por haver um acordo entre os Estados Unidos e o Irão, passa por haver paz também no Líbano, e também passa por haver um olhar mais atento com soluções de paz e de respeito pelos direitos humanos em Gaza”, defendeu.
No que se refere à coordenação ao nível da União Europeia (UE), António José Seguro disse haver igualmente uma “grande convergência de pontos de vista” quanto à necessidade de o bloco aprofundar a sua autonomia estratégica.
O Presidente da República falou aos jornalistas na Embaixada de Portugal e tinha ao seu lado o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o Embaixador de Portugal em Paris, Francisco Ribeiro de Menezes.






