Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

O Lille ocupa atualmente o 2° lugar no Campeonato francês de futebol, a Ligue 1, com 10 pontos, os mesmos que Toulouse e Marseille, e a cinco do líder o Paris Saint Germain. Um bom início de temporada para o clube do Norte da França que conta com cinco portugueses – Rafael Leão, Edgar Ié, Xeka, Rui Fonte e José Fonte.

Neste sábado, dia 22 de setembro, o Lille recebe o Nantes do Treinador português Miguel Cardoso no Estádio Pierre Mauroy, num jogo a contar para a sexta jornada. Um encontro que pode permitir à equipa do Norte da França confirmar este bom início de época.

No passado fim de semana o Lille venceu por 2-3 na deslocação ao terreno do Amiens com três jogadores portugueses a titulares – José Fonte, Xeka e Rui Fonte. De notar que a equipa do Norte da França conta ainda com mais dois atletas lusos no plantel – Rafael Leão e Edgar Ié.

O LusoJornal falou com o avançado português de 28 anos, Rui Fonte, que se juntou ao irmão José Fonte na equipa. Rui Fonte (na direita na foto com o irmão José Fonte na esquerda) abordou o seu primeiro jogo oficial frente ao Amiens, a sua escolha de se transferir para o Lille e o facto de jogar com o seu irmão.

 

Quais foram as sensações durante o primeiro encontro?

As sensações foram boas, e começar com uma vitória é sempre bom. A equipa esteve bem, foi pena aqueles últimos minutos de alguma desconcentração após o primeiro golo deles. Queríamos, como equipa, manter a baliza a zero. Creio que no computo geral, tirando esses últimos minutos, estivemos bem, mostrámos o potencial que há na equipa e agora queremos continuar nesta senda de vitórias.

 

Pensava que podia ser titular no seu primeiro jogo?

À espera de ser já titular, não, mas foi das circunstâncias, tentei aproveitar, e acho que estive bem, consegui conectar-me com os meus companheiros, e espero que a partir daqui seja ainda melhor.

 

O Lille tem uma frente de ataque rápida…

Eu não sou tão rápido como eles, mas acho que posso tirar proveito da rapidez deles, tanto a marcar como a desmarcá-los. Por isso vou tentar. Ainda bem que quando cheguei houve a paragem para as seleções e tive tempo para conhecer alguns dos meus companheiros, e outros chegaram mais tarde. Creio que vai ser bom e que vai ser ainda melhor.

 

No entanto houve uma pequena quebra físico na segunda parte?

Eu já não fazia um jogo completo há muito tempo, por isso sinto que só terei tendência a melhorar. É essa a minha expectativa e vou trabalhar para isso.

 

O Lille ocupa o segundo lugar quando no ano passado estava no 16°…

Foi uma época atípica para o clube o ano passado. Creio que, com as condições que o Lille tem este ano, a qualidade que há no plantel, muitas soluções no banco, sente-se que há qualidade, ninguém pensa na época passada. Esta época queremos ganhar jogo após jogo e depois veremos no final em que posição vamos terminar. A ambição será sempre ganhar cada jogo.

 

Pode nos explicar a sua decisão de vir para o Lille?

Na minha escolha, nos últimos dias do mercado, queria ir para um sítio onde eu sentisse que me podia adaptar o mais rapidamente possível porque os Campeonatos já estavam em andamento. Mudar de clube naquela altura é sempre uma escolha difícil, especialmente no último dia. Surgiu a opção do Lille e foi perfeito para o que eu queria. O clube mostrou interesse e só podia dizer que sim.

 

No Lille reencontra o seu irmão José…

Já tinha jogado antes com ele, mas é sempre uma sensação boa, mesmo se, quando entramos em campo, somos dois companheiros normais como o resto do onze que joga. Há de ser sempre uma história para contar à família porque é sempre especial de qualquer forma. Quando entramos em campo é para ganhar e esquecemos que somos irmãos. Puxamos um pelo outro e no fim do jogo – frente ao Amiens – ele até gritou comigo e eu também gritei com ele, mas faz parte do jogo. O que interesse é a equipa e não só nós os dois.

 

Tem objetivos pessoais?

Tenho sempre os meus objetivos. Quero jogar o mais possível, ajudar a minha equipa, e dentro da minha posição é fazer golos e assistências, ou até contribuir com o meu trabalho para que a equipa possa ganhar.

 

Passou pela Inglaterra, por Portugal… E agora a França. Há muitas diferenças?

Há sempre diferenças nos Campeonatos europeus, mas creio que há muita qualidade aqui no Campeonato francês, e não só nas equipas grandes. Vimos Ganso no Amiens, que é um grande jogador, e mostra a qualidade que há por terras francesas.

 

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 2 Votos
9.7
X