Governo equaciona criação de fundo para o investimento da diáspora em Portugal


O Secretário de Estado da Economia equacionou ontem a possibilidade de ser criado um fundo específico que facilite o investimento em Portugal por portugueses que vivem no estrangeiro e que assim contribuam para o crescimento económico do país.

“Será que faz falta um fundo específico para que a nossa diáspora possa investir e contribuir para o crescimento económico do país?”, questionou João Rui Ferreira, durante um debate sobre “Comunidades, economia e territórios” que decorreu durante o fórum Portugal Nação Global (PNG), que decorre em Lisboa.

Para o governante, o melhor contributo que este evento poderá proporcionar é “dar uma ideia muito clara e que instrumentos são necessários” para potenciar o investimento da diáspora em Portugal.

Além da hipótese da criação de um fundo específico para o investimento da diáspora no território português, o Secretário de Estado da Economia identificou a necessidade de um canal de diálogo, para que os potenciais investidores tenham quem os ouçam. Esse canal tem de funcionar “com respeito, com cadência, medição de impacto, responsabilidade e seguimento do que é feito”, prosseguiu.

“Quem tem capital, se vir uma boa oportunidade investe. Agora, se vir que do lado de lá só encontra barreiras e não soluções…”, disse.

João Rui Ferreira garantiu que não será por falta de condições que não haverá investimento e referiu que “é diferente atrair um investidor estrangeiro e atrair um investidor da diáspora”.

A primeira edição do Fórum Portugal Nação Global reuniu no Centro Cultural de Belém 634 participantes de 43 países dos cinco continentes. Participaram instituições públicas e associativas (266), empresas nacionais (254) e empresas da diáspora (189).

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Não perca