Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Donativos LusoJornal

 

A poucos dias de competir em Paris, num dos principais torneios do circuito mundial, onde já conquistou um bronze (2019) e um quinto lugar (2020), a judoca portuguesa Bárbara Timo tem expectativa na “boa atmosfera” que costuma existir e diz-se “pronta” para o que aí vem.

“Gosto muito de lutar em Paris, já tenho uma medalha de bronze e um quinto, não sei se o público vai estar, mas é uma competição com uma atmosfera muito boa. Tenho muita expectativa porque já me sinto pronta”, assinalou.

De resto, apesar de ter passado da categoria -70Kg para -63Kg, conta com a ‘vantagem’ de sentir que não perdeu qualidades e está preparada para competir num peso mais leve, mas com a mesma potência muscular. “Estão quase iguais os meus níveis de força, melhorei no percentual de gordura, que baixou bastante. É o que tenho sentido no treino, não me tenho sentido fraca, mas mais potente e ágil ainda, é o que estou esperando, é chegar lá e vamos ver”, concluiu.

Foi em 2018 que a judoca ‘deixou’ a vida no Brasil por uma carreira desportiva em Portugal, primeiro quando assinou pelo Benfica, e, depois, a partir de 2019, já ao serviço da Seleção, pela qual chegou a ser vice-Campeã mundial em -70 kg.

Mas um ano depois a pandemia abalou a estrutura da judoca, que já tinha alcançado várias conquistas pela Seleção, num período em que as fronteiras fecharam e ficou sem poder estar com a família, o que habitualmente fazia duas vezes por ano.

“Foi muito complicado. Não só de não os ver, mas a incerteza em relação à saúde. Um tio meu faleceu de Covid-19”, lembrou Bárbara Timo.

Todo o processo afetou-a emocionalmente, com Bárbara Timo a ter tido os primeiros sintomas depressivos, o que a levou também a questionar a motivação em continuar no judo, sabendo que já tinha conquistado uma série de medalhas [Grand Slams, Europeus, Mundiais], com exceção dos Jogos Olímpicos.

“Já tinha as medalhas, faltava mesmo a dos Jogos Olímpicos, mas ao mesmo tempo eu adoro esta vida, adoro treinar, competir, adoro estar no meu clube, na seleção”, disse, para explicar a importância que o judo tem e continua a ter na sua vida.

Para isso precisou de ter novos estímulos e fez das fraquezas forças, ao projetar novas metas e desafios, especialmente com a mudança de categoria, sabendo que a perda de peso era consequência da depressão.

“Parei de treinar após os Jogos e quando fui ver o meu peso já estava em 67 kg, então podia subir ou podia descer. Acho que faço sempre o caminho inverso a todo o mundo, vou por outra estrada”, adiantou.

Bárbara Timo prepara-se agora para deixar os -70 kg, que lhe deram o vice-título mundial em 2019 ou o bronze nos Europeus de Lisboa, já este ano, e assumir a competição nos -63 k, categoria em que chegou a competir até aos 21 anos.

 

Desporto
X