
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com sede no Rio de Janeiro, Brasil, e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), com sede em Lyon, França, e vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), assinaram, dia 21 de maio, em Lyon, um memorando de entendimento para “cooperação em pesquisa, ensino, desenvolvimento tecnológico e formulação de políticas voltadas ao controlo do cancro”.
O acordo, com vigência inicial de cinco anos, estabelece bases para “ações conjuntas nas áreas de vigilância, prevenção e tratamento da doença, alinhadas às prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS) e às diretrizes da OMS”. A parceria prevê intercâmbio de pesquisadores, estudantes e profissionais, além da realização de cursos, seminários, estudos multicêntricos e produção compartilhada de informações técnico-científicas.
Participaram na assinatura do documento o Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha; a Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz; e a Diretora da Iarc, Elisabete Weiderpass.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registar 781 mil novos casos de cancro por ano até 2028. Globalmente, a incidência anual da doença passará de 20 milhões de casos em 2022 para 35,3 milhões em 2050.
A formalização do memorando decorre das articulações iniciadas em novembro de 2025, durante o Seminário Internacional Controle do Câncer no Século XXI, promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Pesquisadores do centro participaram da construção da parceria.
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Imagem: Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha (esquerda); a Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz; e a Diretora da Iarc, Elisabete Weiderpass, participaram na assinatura do memorando em Lyon, França.






