Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

A semana inicia-se ainda no rescaldo dos intensos dias dedicados à fotografia. Recordemos os destaques referidos na crónica anterior e acrescentemos outros relativos à repercussão, dentro e fora de manifestações como Paris Photo, Offprint, Polycopies ou de galerias várias, das obras de Tatiana Macedo, Edgar Martins, André Principe, Noé Sendas, Daniel Blaufuks, Manuela Marques ou Tito Mouraz, entre outros.

O balanço desta presença foram as vendas, os destaques na coleção JPMorgan, o interesse dos colecionadores e curadores,… Balanço, altamente promissor para a fileira criativa da fotografia e edição de livros de fotografia em Portugal.

Hoje, dia 11, é o último dia da AKAAfrica, feira de arte dedicada à criação africana onde, para além a presença da galeria lisboeta Perve, e de três outras galerias angolanas, a energia da criatividade lusófona está assegurada pela vasta intervenção de Francisco Vidal, português de origem cabo-verdiana e angolana, que cria uma verdadeira pintura total do espaço (paredes e chão) apresentando uma galeria de retratos onde homenageia os seus colegas africanos. No Carré du Temple, em Paris.

De Siza Vieira, de quem tanto vimos falando recentemente e que recebeu esta semana mais uma distinção internacional (desta vez em Espanha, onde arrecadou o Prémio Nacional de Arquitetura, imagine-se!) mostram-se, a partir de dia 12, na École national supérieure d’architecture Paris-Val de Seine, perto da Biblioteca Miterrand, desenhos e projetos das suas intervenções urbanas e urbanísticas – desde os anos de 1970, em Évora, aos seus mais recentes projetos para Montreuil.

Finalmente, a semana termina, no sábado dia 16, com dois momentos importantes e de sentidos diversos.

Na galeria Jeanne Bucher, na rue de Saintonge, às 14h30. E por ocasião da finissage da exposição de Vieira da Silva, que tanto elogiámos aqui, um olhar para o passado: lançamento da nova versão de Kô & Kô, livro infantil ilustrado pela artista, com leitura ao vivo do texto por Maria de Medeiros, música de Sérgio Azevedo, interpretada pelo grupo de músicos, acompanha o pianista Bruno Beltoise o que enriquece esta versão – afinal há sempre futuro no passado…

Já no caveau do Centro Cultural Checo, na rue Bonaparte, pelas 20h00, com produção do Camões – Centro Cultural português, tem lugar o concerto do André Carvalho Group, uma promessa de futuro do jazz português que reúne para além do leader e contrabaixista, Gonçalo Marques (no trompete), José Soares (no saxofone), Romain Pilon (na guitarra) e Guilhem Flouzat (na bateria). Partindo do universo onírico do Jardim das Delícias de Hieronimus Bosch – afinal há sempre passado no futuro… – somos levados numa viagem de paisagens sonoras (entre jazz e música contemporânea) que mereceu a nomeação do álbum “The Garden if Earthly Delignts” para os Grammy Awars de 2020.

Boas escolhas culturais e até para a semana.

 

Esta crónica é difundida todas as semanas, à segunda-feira, na rádio Alfa, com difusão antes das 7h00, 9h00, 11h00, 15h00, 17h00 e 19h00.

 

Linda de Suza 19/20
Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 3 Votos
0.7
X