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O mês de fevereiro, para a criação portuguesa em Paris, parece ter sido colocado sob o signo do cinema… Paralelamente ao Ciclo Lisboa, que prossegue até final de março no Forum des Images (cinema do Forum des Halles) ou à carreira comercial (no cinema Saint André des Arts) da ficção “D’étoile en étoile”, de António Amaral, que prossegue até dia 29 de fevereiro.

Temos já na terça-feira dia 25, o início dos Rencontres Internationales Paris/Berlim, quarta-feira, dia 26 e quinta, dia 27, apresenta, no Grande Auditório do Grand Palais, recentes curtas-metragens de dois jovens realizadores portugueses, respetivamente, Sílvia das Fadas, às 16h30 e Jorge Jácome, às 14h00.

Da primeira, um documentário (“A Casa, a verdadeira e a seguinte ainda está por fazer” no ciclo Communautés) e, do segundo, um vídeo (“Past Perfect” no ciclo État des lieux); ambos obras experimentais que tentam refletir sobre o “lugar onde” (onde nascemos, onde vivemos…) mas principalmente sobre “o lugar que” e “com que” (que desejamos, com que sonhamos…).

Finalmente, é o próprio Camões – Centro cultural português que, no âmbito do festival Semaine des Cinémas étrangers (do FICEP) apresenta (no Écoles Cinéma Club, 23 rue des Écoles), às 17h00 de sábado dia 29, a curta-metragem de Mónica Santos e Alice Guimarães, “Entre Sombras”, que recebeu o título francês de “Au coeur des ombres”.

Para além da inventividade técnica e da sofisticação estética, o filme desenvolve uma elegante metáfora sobre o amor, numa história entre uma mulher livre mas solitária e um ladrão profissional de corações femininos.

Mas esta semana é ainda uma semana de máscaras e disfarces. Não por ser semana de Carnaval, festa que pouco e mal se comemora por estas terras francesas, mas por ser semana de importantes desfiles de moda da Paris Fashion Week.

E com dois protagonistas portugueses: a veterana da presença portuguesa em Paris, Fátima Lopes, apresenta a sua coleção no Salão Hoche, sábado dia 29, às 17h30. Mas, dia 26, pelas 10h30 da manhã, em local que se mantém ainda, neste dia e nesta hora, secreto, é a vez de Felipe Oliveira Baptista, não um estreante em Paris, mas um estreante na marca Kenzo, apresentar a sua proposta para a coleção outono-inverno 20-21.

Depois de 8 anos à frente da Lacoste, Oliveira Baptista é, desde 2019, Diretor artístico da Kenzo. Na altura da sua mudança, Sylvie Colin, Diretora geral da “griffe” (integrada na LVHM), elogiou nele uma “visão criativa moderna e inovadora e uma abordagem artística global”. O desfile não deve desiludir estas qualidades, pelo inesperado das referências visuais que propõe – posso dizer-vos apenas que serão, simultaneamente, muito portuguesas e muito parisienses…

Boas escolhas culturais e até para a semana.

 

Esta crónica é difundida todas as semanas, à segunda-feira, na rádio Alfa, com difusão antes das 7h00, 9h00, 11h00, 15h00, 17h00 e 19h00.

 

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