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Opinião

 

 

Pela segunda vez em poucas semanas, os Portugueses residentes na Europa são chamados a designar aqueles, escassos, que nos representarão na Assembleia da República para os próximos quatro anos.

Depois das frases absurdas e das mentiras ridículas emitidas por certos (ir)responsáveis políticos de Direita, não parece desnecessário relembrar a importância deste momento democrático para o nosso povo.

Presentemente, não se trata de um tema de partidos, nem de Esquerda ou Direita, somente respeito: provocar a anulação de 80% dos votos e depois mandar a culpa desta repetição para os outros, não é ser honesto. O PSD, na sua fuga para a frente, não esteve à altura do momento político, em que apenas deveria contar o interesse dos cidadãos.

Porém, e deixando para trás estas controvérsias pouco lisonjeiras, o voto de janeiro foi uma ocasião perfeita para as Comunidades na Europa recordarem, de uma forma inédita, àqueles que em Portugal costumam esquecer-se de que nós, onde quer que moremos, também contamos.

Quase 200.000 votantes para a Europa, o dobro de 2019 – consequência direta da política de recenseamento automático estabelecida pelo Partido Socialista no poder, partido que, nesta sequência, sempre evocou o respeito inequívoco pelos votos expressados pelas Comunidades. Com esta base, e pela primeira vez, podemos com certeza e argumentos, pedir o aumento do número de Deputados representando – como podem – os 5 milhões de Portugueses no estrangeiro.

Maior número de Deputados quer dizer mais porta-vozes no Parlamento para melhorar as nossas vidas, políticas mais dirigidas aos Portugueses no estrangeiro e mais vínculos entre Lisboa e as Comunidades, e tudo isto não é demais.

Com a repetição das eleições, esta nova oportunidade idónea pode, porém, converter-se em fracasso total se os cidadãos, por protesto ou descuido, não a aproveitarem.

Alguns têm a ousadia de se queixar de ter que votar de novo; na minha modesta opinião, pedir aos cidadãos a sua opinião através de um voto, nunca é negativo, acessório ou supérfluo. Esse direito e dever tão sagrado e fundamental na nossa democracia exige a participação de todos, numa época em que o nosso país, a Europa e o mundo atravessam crises como nunca existiram nos últimos 75 anos, entre economia, coronavírus e atentados à paz.

Votemos todos pois, em consciência, por aqueles que acharmos ser os melhores candidatos, sem deixar de considerar que o PS sempre defendeu o respeito por todos os votos, tivessem ou não o Cartão de Cidadão, os programas e as prioridades dos candidatos…

E não serão poucas as problemáticas que os próximos Deputados terão de enfrentar: modernização dos serviços consulares e fortalecimento das redes diplomáticas, ensino do português por toda a Europa, recuperação das atividades associativas, cívicas, económicas e culturais das Comunidades, entre outros.

E, na minha opinião, somente a lista de candidatos do Partido Socialista, liderada pelo atual Deputado Paulo Pisco, cumpre absolutamente todos estes meus desideratos.

 

João Martins Pereira

Militante da Secção do PS português Paris Ile-de-France

Conseiller municipal em Charenton-le-Pont (94)

 

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