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O Paris Volley ocupa atualmente a nona posição no Campeonato de França da primeira divisão de voleibol, a Ligue A, com 7 pontos.

No passado fim de semana, na quinta jornada, o Paris Volley venceu por 3-0 o Poitiers com parciais de 25-23, 25-23 e 25-23. Um segundo triunfo nesta época 2021/2022.

Os Parisienses regressaram aos triunfos após uma derrota frente ao Tours, em casa, a 27 de outubro, por 2-3 com os parciais de 26-28, 25-20, 23-25, 25-18 e 10-15.

O LusoJornal falou com o brasileiro da equipa do Paris Volley, Renan Michelucci, de 27 anos, que chegou durante o verão 2021 proveniente dos germânicos do Berlin Recycling.

 

Qual é a sua opinião sobre a Liga francesa?

Eu vim do Campeonato alemão. O Campeonato francês é teoricamente mais fraco, mas estou surpreendido com a qualidade do Campeonato francês. É uma liga muito equilibrada. O oitavo pode ganhar frente ao primeiro, ou o décimo pode ganhar ao sexto, é muito equilibrado. Na Alemanha há duas grandes equipas, eu estava numa delas, o Berlin, enquanto em França há muitas equipas boas e quase do mesmo nível. A França tem um Campeonato equilibrado e forte.

 

Porque decidiu sair da Alemanha?

Queria jogar. Na Alemanha eu estava no banco de suplentes. Eu tive poucas oportunidades de jogar. Quis sair para jogar e mostrar as minhas qualidades na Europa.

 

Como ocorrem as transferências no voleibol?

Os agentes é que se ocupam das transferências. Eu ainda tinha um ano de contrato com o Berlin, mas encontramos um acordo e consegui vir para Paris.

 

Já conseguiu visitar Paris?

Com as restrições e isso tudo, tem sido complicado. Mas já consegui ver a Torre Eiffel (risos). Quando tiver mais tempo, vou visitar mais a cidade (risos).

 

Porque decidiu vir para a Europa e deixar o Campeonato fortíssimo do Brasil?

O Campeonato brasileiro é muito forte, mas com as crises, como a crise política, tem sido mais complicado. A moeda perdeu valor e há muitos Brasileiros a saírem do país e a vir para a Europa. Foi o meu caso. Por isso decidi vir para a Europa.

 

Como chega a voleibolista?

Comecei na escola, gostava de jogar. Depois um professor falou comigo, eu era alto, e comecei a treinar com esse professor de educação física. Joguei, gostei e já viajei muito, umas 10-12 cidades onde morei. É um desporto muito bom. O mais complicado é quando passas a sénior. Mas quando chegas a sénior, sabes que tudo é possível, até ser profissional.

 

Quais são os seus objetivos?

Eu quero fazer um bom Campeonato, quero-me destacar e quero ajudar a minha equipa a chegar aos play-offs. Esse também é o objetivo da equipa, chegar aos play-offs.

 

A Seleção brasileira ainda é um sonho?

É complicado. Há muitos jogadores bons no Brasil. Eu tinha esse sonho, eu gostaria, mas agora com 27, quase 28 anos, é complicado e já não é um sonho. Jogando no Paris, pode talvez abrir portas, mas não sei se será no Brasil ou por exemplo na Itália, porque tenho origens italianas. Se houver oportunidades, vamos estudá-las e ver as melhores oportunidades para a minha carreira.

 

Voltando à liga francesa, frente ao Tours, a derrota foi por pouco, 2-3…

Foi por pouco, sim. Foi um jogo muito disputado. Na hora decisiva, fizemos erros infantis. Foi um bom jogo e um bom ponto para nós [ndr: uma derrota por 2-3 dá um ponto ao derrotado]. O jogo foi muito equilibrado frente ao Tours e acho que foi importante.

 

Mas frente ao Tours, que ainda não perdeu este ano, não sente que a equipa podia ter ido buscar um pouco mais?

Os erros foram fatais. Os erros pesam no resultado. Mas também temos de dizer que a equipa do Tours é muito forte. Eles vão ganhar frente a muitas equipas. Quanto a nós, temos de continuar a trabalhar e a treinar.

 

Sem erros, era a vitória para o Paris?

Se tivéssemos vencido o primeiro set, talvez teria sido diferente o resultado final.

 

Que análise faz da sua exibição frente ao Tours?

Individualmente acho que fiz um bom jogo no ataque, e acho que posso melhorar defensivamente. Eu estava frustrado de vez em quando porque fiz alguns erros, erros de concentração. Agora é trabalhar para melhorar isso. O voleibol é muito rápido, então pode ter um momento de desconcentração muito curto, nem sequer um segundo, e a bola já está em cima de você e não pode fazer nada. Nisso ainda tenho de melhorar. Quero ajudar a equipa.

 

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