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A Direção da Organização do PCP na Emigração (DOE) emitiu esta tarde um comunicado onde manifesta “a sua estranheza” pelas recentes declarações da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas relativamente a estarem “criadas ‘todas as condições’ para a realização do teste-piloto à votação eletrónica”, do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) que decorrerá em 2022.

“A DOE do PCP considera que só por ignorância ou má-fé é possível serem proferidas tais afirmações, quando bastaria ler o Parecer da CNPD sobre a matéria para se perceber que se alguma coisa há a concluir é que a votação eletrónica não dá garantias do sigilo do voto” diz a nota enviada às redações.

O PCP lembra ainda que “experiências internacionais são igualmente reveladoras da falta de garantias que tal método de voto oferece e por isso aquilo a que se tem assistido é ao retroceder de tais opções por parte de vários países”. No entanto, em França aconteceu precisamente o contrário: o Governo francês regressou ao voto eletrónico para a Assembleia dos Franceses no Estrangeiros e prepara-se ara aplicar esta mesma metodologia de voto nas próximas eleições legislativas, unicamente para os Franceses residentes no estrangeiro.

“Pode a Secretária de Estado pretender aproveitar o ato eleitoral para o CCP para ter algo com significado para mostrar às Comunidades, mas escolheu mal o assunto” dizem os Comunistas. “Argumentar que nas Comunidades existem as mesas possíveis é um fraco argumento, porque ao longo dos anos, seja de Governos PS ou de Governos PSD, rigorosamente nada foi feito nesse sentido, apesar das recorrentes insistências do PCP nesse sentido”.

 

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