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Pinto da Costa foi eleito este fim de semana para o seu 15º mandato consecutivo como Presidente do FC Porto, com 68,65% dos votos, segundo anunciou o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Matos Fernandes, mas o Presidente da Casa do Porto em Paris lamenta não ter podido votar.

António de Carvalho está contente com a vitória de Pinto da Costa e diz que “não há dois como ele”. O Presidente da Casa do Porto n°61 afirma que “um Presidente como ele não há em lado nenhum. Até os adeptos do Benfica gostavam de o ter como Presidente. Ele tem sempre uma piada, uma anedota, diz as coisas frontalmente. Enquanto ele estiver vivo é sempre um orgulho suplementar de o ter à frente do clube”.

Nas primeiras eleições desde 1991 com mais do que uma candidatura, o mais antigo e titulado dirigente do futebol mundial no ativo, que chegou ao poder em 17 de abril de 1982, renovou o seu mandato presidencial por mais quatro anos, ao recolher mais votos do que José Fernando Rio, que obteve 26,44%, e do que Nuno Lobo, com 4,90%.

Matos Fernandes detalhou que a Lista A, encabeçada por Pinto da Costa, teve 5.247 votos, a C, de José Fernando Rio, recolheu 2.071, e a B, de Nuno Lobo, 384. Houve ainda 488 votos em branco e 156 nulos.

Em declarações à imprensa, ainda antes de serem conhecidos os resultados oficiais, Pinto da Costa assumiu a vitória. “Estou feliz. Os sócios queriam que eu continuasse e é isso que vai acontecer, sempre a defender os interesses do FC Porto. Temos muitas prioridades, como a construção do centro de estágio e a manutenção da competitividade das nossas equipas. Vou continuar todas as noites a deitar-me com consciência tranquila que fiz tudo o que achava que é o melhor para o clube”, afirmou.

 

Emigrantes haviam de poder votar

O Presidente da Casa do FC Porto em Paris confirma que “é sempre bom haver ideias novas” e considera que Pinto da Costa soube equilibrar a equipa com gente nova, referindo-se por exemplo ao regresso de Vítor Baía. “Os dois estavam meio zangados, mas o facto de ele ter regressado à equipa de Pinto da Costa é muito bom, tanto mais que, tal como Fernando Gomes, são dois amigos meus”.

António de Carvalho gostava de ter votado, “mas foi só para aqueles que moram em Portugal” lamentou. “Esta questão já foi levantada e é verdade que gostava de ter votado, mas ainda não foi possível” contou ao LusoJornal.

Este ano, a Casa do FC Porto – que já foi “Dragão de Ouro” em 2013 – comemora 20 anos de existência, mas a pandemia de Covid-19 veio adiar a festa que estava prevista.

Com cerca de 6.800 associados “e muitos mais seguidores nas redes sociais” o Presidente da Casa do FC Porto de Paris lembra a proximidade de Pinto da Costa para com a emigração. “Basta ir ver o Monumento de homenagem ao ex-Maire de Champigny. O único Presidente de grande clube que assinou um dos tijolos e contribuiu para a obra foi o Pinto da Costa” disse António de Carvalho ao LusoJornal.

Ontem à noite, o Presidente dos ‘Dragões’, mostrou-se contente pela forma como decorreu o ato eleitoral, em que participaram 8.480 sócios e que o elegeram para o 15º mandato consecutivo à frente do clube. “Foi uma resposta da massa associativa extraordinária a quem levantou suspeitas na seriedade destas eleições e da forma como poderia decorrer. O FC Porto deu hoje um exemplo de vitalidade, de ordem, de respeito e de interesse na vida do FC Porto”, disse o dirigente de 82 anos.

 

Queremos ganhar o Campeonato

O Campeonato português retomou há uma semana e o FC Porto teve um percalço logo na primeira jornada depois da interrupção por causa do Covid-19. “Foi chato porque perdeu logo com a minha terra, o Famalicão” lamentou António de Carvalho.

Em França, o Campeonato não continuou depois da pandemia. O Presidente da Casa do FC Porto em Paris considera que foi importante ter retomado o Campeonato português. “Prefiro perder um Campeonato mais ir até ao fim, do que ganhar um Campeonato sem o acabar, porque as críticas iam ser muitas” disse ao LusoJornal. “Mas o que queremos mesmo é ir até ao fim e ganhar o Campeonato”. E completa que “tudo é possível” ao mesmo tempo que reconhece que “o campeonato português é muito competitivo e as equipas cimeiras estão sempre muito próximas” sobretudo se compararmos com o Campeonato francês em que o PSG tinha um avanço considerável à frente dos seus principais concorrentes.

Depois da pandemia passar, António de Carvalho espera que haja mais “contenção” nos montantes das transferências. “Tem de haver mais equilíbrios” diz.

Mas António de Carvalho não vê, para já, o regresso de André Villas-Boas ao FC Porto. “O lugar está ocupado, e bem, pelo Sérgio Conceição”. Na entrevista ao LusoJornal, disse que “Sérgio Conceição é um bom treinador, os dois são bons treinadores” e reforça a ideia de que “eu prefiro ter um Treinador que seja da nossa família. Tanto Sérgio Conceição como André Villas-Boas são da casa. Aliás, temos tantos jogadores que foram depois treinadores e são grandes treinadores. Esta deve ser sempre a via privilegiada. Não necessitamos de ir buscar gente de fora”.

 

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