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Desporto

 

 

Nuno Borges escreveu ontem uma nova página na sua história pessoal e no ténis português, ao garantir a presença no quadro principal de singulares masculinos em Roland Garros, logo na estreia em torneios do ‘Grand Slam’.

Uma semana de exibições consistentes, em que demonstrou novamente que sabe manter-se sereno em momentos complicados – venceu todos os encontros do ‘qualifying’ em três ‘sets’ -, valeram ao número dois nacional o acesso ao quadro principal do ‘major’ parisiense, consumada ontem com o triunfo sobre o húngaro Zsombor Piros, na terceira e última ronda da fase de qualificação.

Nuno Borges, 126º classificado da hierarquia ATP, perdeu o primeiro parcial, por 6-3, depois de ver Piros quebrar-lhe o serviço em duas ocasiões, mas não se deixou intimidar pelo ascendente temporário do seu adversário, salvando, inclusive, um ‘break point’ no primeiro jogo do segundo ‘set’.

O maiato, de 25 anos, elevou o seu nível de jogo e conseguiu converter dois ‘breaks’, para fechar o segundo ‘set’ com 6-2 a seu favor.

Com um ‘set’ a separá-lo do sonho, Borges não ‘tremeu’ e rumou para um triunfo fácil por 6-1, tornando-se no nono tenista português a disputar o quadro principal de singulares masculinos num ‘Grand Slam’.

A estreia de sonho do jovem português na ‘catedral da terra batida’, e também em torneios do ‘Grand Slam’ – falhou o Open da Austrália em janeiro por estar infetado com o coronavírus -, prosseguirá agora na primeira ronda do quadro, no qual João Sousa (79º) teve entrada direta.

Na semana em que atingiu o melhor ‘ranking’ da sua carreira, o ‘miúdo’ que fez sensação no último Estoril Open, no qual chegou à segunda ronda de singulares e se sagrou Campeão de pares ao lado do amigo Francisco Cabral, já comprovou que o futuro do ténis nacional está bem entregue.

 

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