
A abstenção nas eleições legislativas de domingo em São Tomé e Príncipe registaram uma taxa de abstenção recorde de 62,92%, segundo os números divulgados ontem pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
O número avançado pela CEN supera o valor da abstenção de 58,81% verificado nas Presidenciais de julho, até então a mais alta de sempre.
Os dados de ontem já integram os votos da diáspora.
A abstenção recorde acontece apesar dos apelos à participação realizados pelos partidos, pelo Presidente da República, pela CEN e até pelas missões de observação eleitoral.
No período pré-eleitoral, representantes de vários quadrantes políticos criticaram o apelo à abstenção realizado pelo ex-Primeiro-Ministro e ex-Líder da Ação Democrática Independente (ADI), Patrice Trovoada.
Patrice Trovoada, destituído do cargo de Primeiro-Ministro pelo Presidente, Carlos Vila Nova, e afastado da Presidência da ADI numa luta interna que acabou decidida judicialmente, apelara à não participação dos militantes daquele partido nas eleições de domingo.
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), oposição, venceu as legislativas, elegendo 24 dos 55 mandatos contra 23 da Ação Democrática Independente (ADI), segundo dados ainda provisórios anunciados ontem pela CEN.
Segundo o Presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, o MLSTP obteve 18.622 votos, equivalentes a 24 mandatos, e a ADI obteve 18.061, equivalentes a 23 mandatos. A coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partidos Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN), obteve 4.142 votos e seis mandatos, enquanto o Movimento Basta registou 4.639 votos, elegendo dois mandatos.
Os dados da CEN apontam que, dos 146.929 eleitores inscritos, registaram-se 49.720 votos válidos e a abstenção de 62,92%.






