Saúde: Inovação – Ablação do nervo basivertebral para tratamento da dor lombar


É a dor mais prevalente e incapacitante. Calcula-se que 500 milhões de pessoas sofram de dor lombar, número que se aproximará dos 850 milhões em 2050.

Em algum momento da vida, 80% das pessoas sofre de dor lombar incapacitante; também sabemos que duas em três pessoas que sofrem de dor lombar pela primeira vez, voltarão a ter queixas nos 12 meses seguintes; todos os anos, 500 milhões de pessoas sofrem de dor lombar; este número ascenderá a 843 milhões em 2050.

A dor lombar é a principal causa de incapacidade e de perda de produtividade no trabalho.

Classicamente, a dor lombar era associada a problemas localizados no disco intervertebral, articulações facetárias, periósteo, músculos e duramáter.

Desde há alguns anos, a ciência procurou identificar outras estruturas envolvidas na dor lombar.

Um número crescente de estudos científicos suporta a importância da identificação de inflamação no osso das vértebras da região lombar (alterações de Modic), através da ressonância magnética.

O nervo basivertebral conduz a dor desde as vértebras com inflamação até ao cérebro, sendo um elemento fundamental para entender a dor lombar.

Cirurgia de ablação do nervo basivertebral

Nos EUA, foram realizados muitos estudos científicos que suportam a segurança e a eficácia da ablação do nervo basivertebral.

Todos os dias, centenas de pessoas são tratadas com esta cirurgia.

Fora dos EUA, o conhecimento e a tecnologia não estavam disponíveis.

A nova técnica X para ablação do nervo basivertebral: conhecimento 100% português

Os equipamentos médicos de primeira geração foram aperfeiçoados e desenvolvidos e assim foi possível pôr em prática a inovadora técnica X para ablação do nervo basivertebral.

As inovações introduzidas produziram ganhos em segurança e eficácia relativamente à técnica original.

Os resultados clínicos da nova técnica X para ablação do nervo basivertebral foram apresentados em dois dos mais importantes congressos internacionais (congresso europeu e congresso mundial de neurocirurgia).

Os estudos apresentados são os primeiros realizados fora dos EUA.

Fomos acompanhados por médicos de 12 países para conhecerem a técnica, de modo a implementá-la nos seus hospitais.

A técnica é realizada com uma ligeira sedação; é realizado um corte de 3 mm na pele para introduzir um catéter de radiofrequência no corpo da vértebra onde está localizado o nervo basivertebral; depois de confirmar com radiografia ou TAC a posição ideal do catéter de radiofrequência, este gera uma esfera de calor altamente concentrado que destrói o nervo basivertebral, protegendo todas as outras estruturas importantes que estão próximas; o paciente tem alta três horas depois do tratamento e pode reiniciar o trabalho e o desporto três dias depois do tratamento.

As grandes vantagens desta técnica minimamente invasiva são: melhoria da dor lombar de forma imediata e duradoura; sem necessidade de internamento ou anestesia geral; cortes imperceptíveis na pele; preservação da mobilidade natural da coluna vertebral.

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Dr. Bruno Lourenço Costa

Neurocirurgião

Clínicas Leite Lisboa e Coimbra

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