A série documental portuguesa “Para Além do Cérebro” foi distinguida com o ‘Golfinho de Prata’ no festival ‘Cannes Corporate Media & TV Awards 2026’, que premeia anualmente produções audiovisuais e documentais em todo o mundo, anunciou ontem a fundação que apoiou o projeto.
O trailer da série conquistou na quinta-feira à noite o segundo lugar na categoria “Trailers e Teasers para documentários e reportagens”, anunciou em comunicado a Fundação Bial, que tem como objetivo incentivar o estudo científico do ser humano do ponto de vista físico e espiritual.
A produção francesa “Rouault, a painter in his own right” sobre o pintor Georges Rouault conquistou o primeiro lugar na mesma categoria que a série portuguesa, segundo o ‘site’ do festival.
A edição deste ano do festival teve 63 categorias e 253 produções de 38 países que chegaram à seleção final de candidatos, das quais 182 foram distinguidas com troféus, indicou a Fundação Bial.
De acordo com o comunicado, a série “Para Além do Cérebro” pretende aproximar a ciência e a espiritualidade e aborda alegadas potenciais capacidades que o cérebro humano ainda não atingiu como a telepatia, a precognição [perceber eventos futuros antes que aconteçam], a psicocinese [movimentar objetos com a mente] e a mediunidade [mediar a comunicação entre mortos e vivos].
A produção portuguesa foi filmada em vários países e reúne entrevistas com mais de 50 investigadores e especialistas das áreas da física, psicologia, psiquiatria, neurociências e parapsicologia associados a instituições como a Universidade de Liège [Bélgica], a Universidade da Virgínia [Estados Unidos] ou o King’s College London [Reino Unido].
A série, conduzida pelo Presidente da Fundação Bial, Luís Portela, e o jornalista Mário Augusto [que também foi o produtor executivo do projeto], foi realizada por Ricardo Freitas, coordenada por Paula Campos, editada por André Banza e produzida por Pedro Sousa e Andreia Santos.
A série, com 16 episódios, estreou no canal de televisão RTP1 no dia 12 de maio.
“O reconhecimento em Cannes mostra que é possível contar ciência de forma rigorosa e, ao mesmo tempo, criar televisão capaz de despertar curiosidade e chegar a públicos muito diferentes, deixando os espetadores a refletir sobre as questões abordadas, mesmo os mais céticos. Pelo impacto que a série teve e, agora, com este reconhecimento, valeu mesmo a pena avançar com este projeto”, referiu Mário Augusto, citado no comunicado.







