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A 40ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) decorreu em Paris e contou com a participação, entre outros países lusófonos, de Cabo Verde e de Angola na sessão plenária, num evento que encerrou a 27 de novembro.

A Ministra da Educação angolana, Ana Paula Elias, destacou a importância da educação e desvendou as linhas do Governo nessa área quanto à formação dos jovens do país.

 

O que representou estar aqui em Paris?

Estivemos aqui porque Angola faz parte dos membros desta Conferência. Sabemos que é uma Conferência onde estão 193 membros, onde Angola também estava representada. Como Ministra da Educação e como Presidente da Comissão Nacional da Unesco em Angola, houve esta pertinência de cá vir e apresentarmos a nossa comunicação, nas quais constam várias políticas relacionadas, não só com o Ministério da Educação, mas também com a cultura, a parte da comunicação, do desporto e outras áreas nas quais constam estas obrigações e atividades que têm sido levadas a cabo, a nível da cooperação com a Unesco.

 

A educação é a base fundamental para qualquer povo?

A educação é a base do desenvolvimento. Sem a educação, não temos desenvolvimento, não temos um país no alto nível de desenvolvimento. Por isso temos de começar com a base e é ao Ministério da Educação que cabe esta árdua tarefa de velar pela parte da educação do nosso povo, porque é isso que reflete o nível de desenvolvimento que o país tem. Isto através das políticas que são adotadas, e das políticas que são implementadas. Temos uma forte aposta na formação e capacitação dos professores que vai refletir na qualidade de ensino no nosso país. A educação é fundamental. Temos o apoio do Chefe do Executivo angolano – João Lourenço – no sentido de implementar políticas que nos ajudam a sair de uma situação não muito boa, complicada, e que possam elevar o nível da qualidade do nosso ensino.

 

Qual é o ponto da situação do Ensino em Angola?

Atualmente Angola está num processo já avançado em termos de aposta na política da qualidade. Este é o foco principal. Esta política rege a qualidade do ensino, onde envolve a formação dos docentes mas também a formação da área técnico-profissional, que é uma outra aposta. Temos de formar, mas temos de ver a parte da empregabilidade. Então temos de apostar muito seriamente no processo da formação técnico-profissional porque ali teremos os nossos alunos a terminar o ensino secundário geral ou técnico-profissional, e a não terem dificuldades em termos de empregabilidade. É uma aposta do Governo. A nossa sociedade é muito jovem, e há este fluxo de jovens que quando terminam a formação, estão em situações complicadas para o primeiro emprego. A formação técnico-profissional permite-nos ou ajuda-nos a articular diretamente com o mundo do trabalho.

 

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