O ator Rui Paixão estreia, em 12 de novembro, no centro cultural Le Subs, em Lyon, o novo solo, “Glüt”, oito dias antes de o apresentar no Centro de Arte de Ovar, anunciou a produtora do espetáculo.
A estreia do espetáculo em França está integrada na programação da “La Nuit du Cirque”, uma iniciativa em parceria com a Utopistes – Cité Internationale des Arts du Cirque de Lyon, onde terá mais duas récitas, nos dias 13 e 14 de novembro, enquanto no Centro de Arte de Ovar terá apresentação única, em 20 de novembro, acrescenta a nota de imprensa da Holy Clowns.
No solo, Rui Paixão “propõe-se a destilar a arte do palhaço até ao seu estado mais puro”, pondo em palco um “exercício depurado, estilizado e profundamente físico”, acrescenta a produtora.
De acordo com a Holy Clowns, esta é “a proposta mais ambiciosa a que o artista português se desafiou”, com a qual procura estender “um olhar sobre o riso e a vulnerabilidade humana sob pretexto de um entendimento, o mais alargado possível, sobre a liberdade de expressão e a imprescindibilidade nesse processo do riso e do humor”.
A produtora acrescenta que o título do espetáculo “é uma palavra inventada, sem significado”. Todavia, nasce de “brüllt”, que “é a forma conjugada do verbo ‘brüllen’ que em alemão é usada para indicar que alguém (ou um animal) está a emitir um som muito alto – rugido, berro ou grito”.
“Entre o impacto e o instinto, entre o som e o absurdo, entre a incoerência e a surpresa ergue-se o universo deste espetáculo”, conclui a apresentação.
Rui Paixão desenvolve, desde 2015, “um trabalho de investigação e criação no campo do ‘clown’ contemporâneo, entendido como disciplina circense autónoma com forte relevância artística e social”.
O percurso do ator “centra-se na criação de espetáculos híbridos, com particular interesse pelo espaço público, integrando influências da sua formação em Teatro (pela Academia Contemporânea do Espetáculo), da experiência como artista de rua e do seu trabalho em contextos internacionais”, refere a produtora.
Rui Paixão fez parte do Cirque du Soleil, em 2019 e 2020, como criador original na China, companhia a que regressou em 2023-2024, nos Estados Unidos.
Do currículo do artista conta ainda a colaboração com a coreógrafa Marlene Monteiro Freitas em “Lulu” (2023) e “NÔT” (2025).
Entre 2015 e 2024, Rui Paixão apresentou projetos independentes, maioritariamente autofinanciados e coproduzidos por festivais como Imaginarius, LEME, FiraTàrrega e Vaudeville Rendez-Vous, dedicados ao desenvolvimento da linguagem do ‘clown’ e do circo contemporâneo.
Rui Paixão foi também encenador e diretor artístico convidado, nomeadamente no Circo do Coliseu do Porto (2022), e mais recentemente em “Troglodita”, para a companhia Teatro do Bolhão.
Em 2026 fundou a associação Holy Clowns, com o objetivo de profissionalizar a sua estrutura artística e de desenvolver novos projetos de criação e investigação em ‘clown’ e circo contemporâneo.







