
A parábola das dez virgens (ou, se quisermos atualizar, das dez damas de honor) fala-nos da espera do Senhor e da maneira como vivemos essa espera.
Todas esperam o noivo, todas têm uma lâmpada, todas adormecem. A diferença não está, portanto, em serem mais fortes ou mais perfeitas, mas em estarem preparadas: «As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias».
Esse azeite representa aquilo que não se pode improvisar no último momento: uma fé cultivada, uma relação viva com Deus, o bem praticado, o amor oferecido, uma vida que, dia após dia, se deixa transformar pelo Evangelho. Ninguém pode emprestar a outro este caminho pessoal.
Jesus não quer assustar-nos com a imagem da porta que se fecha: quer recordar-nos que o tempo presente é precioso. «Vigiai» significa viver hoje com o coração preparado, reconhecendo o Senhor quando passa pela nossa vida.
Podemos então perguntar-nos: o que posso fazer hoje para pôr um pouco mais de azeite na minha lâmpada? Uma oração feita com atenção, um telefonema adiado há demasiado tempo, um gesto de perdão, um serviço discreto, alguns minutos dedicados a quem precisa de ser escutado. É através destes pequenos gestos quotidianos que a lâmpada da fé permanece acesa.




