Livros: “Une part de saudade” de Armindo de Oliveira editado na Editions Douro


A editora Douro lançou no dia 1 de abril o livro “Une part de saudade”, de Armindo de Oliveira, um relato íntimo que se cruza com a história da imigração portuguesa em França. A obra, publicada na coleção “D’ici d’Ailleurs”, propõe um mergulho sensível na memória, no tempo e na experiência migrante, articulando vivências pessoais com a evolução sociológica, política e histórica do Portugal e da França das últimas seis décadas.

Com 188 páginas, o livro é distribuído pela Hachette Livre e chega ao público como um testemunho literário marcado pela saudade – essa combinação de nostalgia e melancolia que atravessa tantas narrativas da diáspora portuguesa.

Armindo de Oliveira nasceu em 1955 na região de Leiria-Fátima e chegou a França aos 10 anos, acompanhando os pais para Coeuilly-Champigny. Fez carreira no setor bancário português em território francês e publicou, em 2021, o seu primeiro livro, “Confluences – d’un pays à l’autre”.

Nesta nova obra, regressa às memórias da infância, às transformações da Comunidade portuguesa e aos desafios de quem cresceu entre dois países, duas línguas e duas pertenças. O texto, escrito com grande sensibilidade, mistura emoção e reflexão, evocando episódios marcantes da vida e uma permanente atenção às desigualdades, às injustiças e às formas de resistência que moldaram a experiência migrante.

Com sede em Chaumont e criada por António de Morais Cardoso, a editora aposta em obras que valorizam a memória, o testemunho e a diversidade cultural, contribuindo para dar visibilidade a vozes que raramente encontram espaço no circuito editorial dominante. A publicação de “Une part de saudade” inscreve-se nessa linha editorial, reforçando o compromisso da Douro com histórias que iluminam a presença portuguesa em França e o seu impacto social e cultural. O livro está disponível por 20 euros.

Para Armindo de Oliveira, esta edição representa não apenas um regresso à escrita, mas também uma forma de partilhar com o público francófono uma memória que é simultaneamente pessoal e coletiva, ecoando a trajetória de milhares de portugueses que, como ele, construíram vida e identidade entre dois países.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Não perca