O piloto francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) sofreu ontem um furo na segunda passagem por Vieira do Minho, penúltima especial da 59ª edição do Rali de Portugal, e perdeu o comando para o belga Thierry Neuville (Hyundai i20).
Sébastien Ogier, que vinha liderando desde a tarde de sábado, tinha 17,3 segundos de vantagem à entrada para Vieira do Minho 2, a penúltima especial da prova, quando um toque numa pedra obrigou o Campeão mundial a parar para trocar a roda dianteira direita, perdendo 1.58 minutos na operação.
Com essa perda de tempo, o piloto francês, recordista de vitórias em Portugal com sete triunfos, desceu de primeiro para sexto, a 1.23,9 minutos do novo líder, Thierry Neuville. “Havia muitas pedras na linha de trajetória”, explicou Ogier, no final do troço.
Thierry Neuville, Campeão mundial de 2024, herdou o comando à entrada para a última especial, garantindo o triunfo com 16,3 segundos de vantagem sobre o sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) e 29,1 sobre o britânico Elfyn Evans (Hyundai i20).
Esta foi a primeira vitória de Neuville e da Hyundai desde o Rali da Arábia Saudita, no final da temporada passada e surge um mês depois de ter perdido, na última especial, o Rali da Croácia, quarta ronda de 2026, ao sofrer um despiste quando liderava com mais de um minuto de vantagem.
O triunfo parecia encaminhado para Sébastien Ogier, o recordista de triunfos em terras lusas, com sete. O piloto gaulês, Campeão mundial em título, entrou para este último dia da prova lusa na liderança, com 21,9 segundos de avanço para Neuville. O belga ainda recuperou 7,6 segundos logo na primeira especial deste domingo, em Vieira do Minho.
Sébastien Ogier acordou e na primeira passagem por Fafe recuperou três segundos. Liderava, na altura, com 17,3 segundos de avanço e parecia ter a vitória controlada.
Mas a segunda passagem por Vieira do Minho trouxe o último golpe de teatro no Rali, com o finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris), primeiro, e Sébastien Ogier, depois, a furarem logo no início da especial.
Com os cerca de dois minutos perdidos para trocar as rodas, afundaram-se ambos na classificação.
“Hoje devíamos ter vencido. Há coisas que não conseguimos controlar, mas tudo o que esteve no nosso controlo, fizemo-lo bastante bem. Mas tivemos azar”, desabafou o nove vezes Campeão mundial. Sébastien Ogier terminaria a prova lusa em sexto, a 1.26,6 minutos, com Pajari em sétimo, a 2.50,9.
O outro francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20), que foi o primeiro líder da prova, terminou o rali a vencer a especial final e a somar os cinco pontos pela vitória na ‘power stage’, batendo Neuville por meio segundo. Evans foi o terceiro, Solberg o quarto e Sébastien Ogier o quinto.
No Mundial de Construtores, a Toyota lidera, com 311 pontos, contra os 218 da Hyundai.
A próxima ronda será o Rali do Japão, de 28 a 31 de maio.







