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Nos dias 13, 14 e 15 de outubro teve lugar o “Salon des Vignerons” no Espace Tête d’Or, em Villeurbanne (69), nos arredores de Lyon. Este salão foi organizado pela VinoMedia e acontece há trinta anos. Estiveram representados vários produtores da região, mas também de outras regiões vinícolas de França e do estrangeiro.

António Pinto, proprietário de «Milesimes et Gourmandises», a empresa que fundou em 2005, também marcou presença, apresentado vários produtores de vinhos de Portugal.

«Eu sempre quis – mas hoje mais do que nunca – privilegiar a qualidade à quantidade. Selecionei produtores em Portugal, pelas suas qualidades e pela vontade de obterem um vinho o mais expressivo possível das suas propriedades. Encontrei esses produtores de vinho, em várias regiões, e hoje apresento-os aqui» explicou António Pinto, mostrando garrafas da Quinta da Boeira, Vasques de Carvalho, Miguel Queimado da Quinta Vale de Ares – onde é elaborado um Vinho Verde de alta qualidade, principalmente com casta Alvarinho – Portal, Vieira de Sousa, e finalmente José Preto, da região de Trás-os-Montes.

«As três regiões que aqui apresento são o Douro, o Minho e o Alentejo que é representado pelo trabalho do enólogo Luís Duarte, com um vinho alentejano surpresa». Apresentou também um Muscat, e a «Ginginha de Óbidos», servida em copos de chocolate e muito apreciada pelos visitantes do salão.

António Pinto, como «embaixador dos nossos vinhos e representante do nosso saber-fazer vinhateiro», costuma falar com os visitantes do salão, com um discurso muito formador e culto sobre as riquezas vinícolas de Portugal. «Hoje em Portugal existem cerca de 350 castas, 285 das quais são nativas. As nossas vinhas datam já do tempo dos Fenícios e dos Romanos. Portugal só representa 9% do terreno vinhateiro da Europa, com 199 hectares, mas tem duas regiões protegidas pela Unesco, que é o Vinho do Porto e o Vinho da ilha do Pico, nos Açores. A nossa produção e as suas variedades, são um tesouro nacional reconhecido no mundo inteiro» contou ao LusoJornal.

Visivelmente contente com os três dias de contato com o público, António Pinto diz que «fiz provar e informei o público sobre as qualidades dos vinhos e dos meus fornecedores e penso que terei um saldo positivo. Tive muitas visitas de amigos e também alguns da Comunidade portuguesa de Lyon».

 

 

 

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