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A vila minhota de Arcos de Valdevez e Antony, cidade nos arredores do Paris, assinaram um protocolo de amizade e cooperação e, para além de aproximar as comunidades, as autarquias querem cooperação mais próxima no ensino e no setor empresarial.

A ideia do protocolo surgiu do lado de Rosa Macieira Moulin, que nasceu no Soajo, a poucos quilómetros de Arcos de Valdevez, mas veio para França ainda criança e hoje é vereadora da Câmara de Antony.

“Como sou autarca em Antony tive interesse em encontrar o presidente da Câmara dos Arcos. Foi um encontro de duas pessoas que estavam com a mesma vontade. Fiquei surpreendida com o que vi nos Arcos, como o desenvolvimento da vila e tudo o que era feito para a modernizar”, explicou a autarca em declarações à Agência Lusa.

A ideia é ir para além de uma tradicional geminação. “Um protocolo de amizade e cooperação é mais aberto do que uma simples geminação e é algo mais moderno. O que eu quero é que Antony abra verdadeiramente as relações internacionais com outras cidades a todos os níveis”, indicou.

“Antony é um polo vibrante a nível empresarial e o nosso concelho tem também uma forte comunidade de empresas francesas instaladas aqui. Podemos trocar pontos de contacto e investimentos de uns e de outros com portugueses a investir na zona de Antony e franceses nos Arcos”, disse o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Esteves, acrescentando que o seu município, tal como todo o Minho, tem uma forte diáspora também em França, sendo assim uma maneira de aproximar a comunidade portuguesa das suas raízes.

Já em Antony e nas cidades vizinhas, este protocolo foi visto com bons olhos pela numerosa comunidade portuguesa que se concentra nos arredores de Paris. “Ficaram surpreendidos e descobri muitas pessoas que vêm dos Arcos ou estão casadas com alguém dos Arcos. Mas não foi só em Antony. As vilas aqui coladas quando souberam, ficaram muito contentes e disseram-me que há muito tempo esperavam uma cooperação assim”, afirmou Rosa Macieira Moulin.

Mas o protocolo quer também tocar outros temas. “Podemos oferecer aos Arcos uma visibilidade em França e os Arcos podem ensinar-nos muito na proteção do meio ambiente, porque têm uma grande experiência”, indicou Rosa Macieira Moulin. A autarca dá como o exemplo de cooperação diferenciada o facto de as duas cidades terem uma escola hoteleira e poderem promover intercâmbios entre si.

João Esteves ressalva as experiências positivas que Arcos de Valdevez tem tido na sua relação com Dammarie-lès-Lys, cidade também nos arredores de Paris, Décines, perto de Lyon, ou Cenon, junto a Bordeaux, e como isso já tem impacto nos jovens do seu concelho.

“Devido ao facto termos intensificado estas relações e de termos empresas francesas aqui, está a haver um maior interesse por parte dos jovens em aprenderem francês e eles vão agora passar uma semana em França. Eu que tinha deixado de lado o francês, posso dizer que por ironia do destino falo mais francês do que inglês”, brincou o autarca.

 

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