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Embora tenha origens italianas, Enrico de Rosa (foto) é certamente um dos dirigentes associativos mais conhecido da Comunidade portuguesa da região parisiense.

O Presidente da associação Agora juntou-se à Secretária Marie-Rose Macieira para responder às perguntas do LusoJornal sobre o impacto da pandemia de Covid-19 nas associações portuguesas.

A associação Agora é uma das três associações portuguesas de Argenteuil (95). Das suas atividades constam a dança, a ginástica, viagens, social, mas a associação é conhecida também por organizar festas, espetáculos e refeições na mítica Salle Jean Vilar, em Argenteuil.

Nesta entrevista, os dirigentes da associação traduzem bem as dificuldades que este tipo de atividades vai passar a ter e preveem que algumas associações vão mesmo ter de fechar.

 

Qual o impacto do confinamento para a associação Agora?

Os nossos principais eventos foram anulados: Noitadas com refeições, Gala de dança, Viagens organizadas, Cursos de português, etc.

 

Este confinamento trouxe problemas financeiros para a associação?

Sim, temos perdas financeiras com as atividades anuladas, como por exemplo os bilhetes de avião para a Gala das Danças, organizada com representantes de outros países da Europa, a publicidade para este evento já estava feita, etc.

 

Quando espera que a associação volte às atividades?

Estamos à espera das salas da Mairie, mas talvez só para outubro. As atividades vão depender do que vamos poder fazer ou não, com o estado da pandemia nesse momento.

 

Acha que o público vai continuar a frequentar as associações?

Dançar ou comer com uma máscara não vai ser possível. E deixar uma distância de 2 metros, penso que para tudo o que é festas, vai ser complicado. As condições são severas.

 

A Agora serve refeições. As associações que servem refeições vão poder continuar a fazê-lo?

Enquanto houver vírus, penso que não vamos poder continuar a servir refeições. Se não enchermos a sala, penso que não valerá a pena servirmos comida. Só valerá a pena se a sala não tiver de ser paga pela associação. Numa sala com capacidade para 300 pessoas a comer, vai reduzir certamente para cerca de 80 pessoas… E para servir? Como vamos fazer?

 

Depois da pandemia, o que pode mudar no movimento associativo português?

Vamos ter de nos adaptar a esta situação e organizar os nossos eventos de acordo com a diretivas do Governo e da Prefeitura. Em geral, as associações são autofinanciadas com os eventos que elas próprias organizam, por isso, penso que algumas associações vão ter de fechar por falta de meios financeiros. A maior parte das pessoas que vem às nossas refeições, são pessoas de uma certa idade e por causa do vírus não vão poder continuar a vir. As principais atividades das associações são feitas em grupo – folclore, bailes, refeições, danças, futebol… – e fazer isto tudo com máscaras será complicado. Teremos muito menos participantes em todas as atividades, isso é certo. Temos de conseguir beneficiar de uma vacina para este vírus…

 

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