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No Evangelho do próximo domingo, dia 8, Jesus quase que nos escandaliza com a radicalidade das suas afirmações: «Se alguém vem ter comigo, sem Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo».

O caminho do “Reino” é exigente! Muito exigente! Porém, as frases fortes e provocadoras que encontramos na boca de Jesus não são, obviamente, um convite a rejeitar os laços que nos unem àqueles que amamos. Contudo, esses laços afetivos, por mais sagrados que sejam, não devem nunca afastar-nos dos valores do “Reino” ou da nossa vocação cristã. Optar pelo “Reino” não é escolher um caminho de facilidade, mas sim, aceitar percorrer uma estrada de renúncia e de dom da vida. E enganam-se aqueles que pensam que este nível de exigência seja apenas para um pequeno grupo de pessoas: o evangelista Lucas diz-nos que Jesus, naquele dia, falava a «uma grande multidão». Colocar a própria vida ao serviço do “Reino” e assumir com radicalidade os valores do Evangelho não é a missão de poucos escolhidos: é a missão de todos nós.

Quase poderíamos lançar a seguinte “pergunta da semana”: onde é que eu me situo face ao que escutei? O projeto de Jesus é, para mim, uma opção radical, que abracei com convicção e a tempo inteiro ou é apenas um projeto em que vou estando, sem grande esforço ou compromisso, por inércia, por comodismo, por tradição?

Coragem! Não desanimemos com os limites da nossa resposta. Para se ser cristão é necessária uma vida inteira de treino. A nossa fé é Caminho! Mas é preciso caminhar…

 

 

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