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O Evangelho do próximo domingo, dia 26, descreve-nos a dificuldade dos apóstolos em aceitar que alguém externo ao tradicional círculo dos discípulos, também pudesse acreditar e anunciar a Boa Nova.

O desejo de uniformidade é uma tentação antiga a que a Igreja, ainda hoje, não é imune. Nos últimos decénios, as nossas comunidades paroquiais, outrora conformes e idênticas, foram “infiltradas” por numerosas e inovadoras experiências de fé. Este pluralismo não é uma realidade que basta “tolerar”: a comunidade cristã deve valorizar o complexo das expressões de fé que a caracterizam, como um tesouro que enriquece a vida da comunidade. Erguer muros, fechar portas, excluir tudo aquilo que é diferente… estes comportamentos são denunciados por Jesus como “anti-evangélicos” e a resposta que dá às “queixas” dos discípulos não podia ser mais clara: «Não o proibais. Quem não é contra nós é por nós».

Ao anseio de uniformidade, Cristo contrapõe a ideia de “comunhão na diversidade”: significa olhar para a Igreja como se esta fosse uma orquestra musical! Temos as cordas, os sopros, a percussão… toda uma série de instrumentos diferentes, com timbres bem distintos, mas que se fundem numa única melodia harmoniosa. Todos os instrumentos musicais devem encontrar o próprio espaço na orquestra e receber do Maestro a indicação de como inserir-se na sinfonia que juntos estão a executar. Mas já se sabe: se cada um decidir ignorar o Maestro e tocar sozinho para o seu lado, o resultado final será uma grande barulheira!

 

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