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No Evangelho do próximo domingo, Jesus compara a sua missão ao fogo: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda?» Menciona também as divisões que a sua missão provoca: «A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três».

Poderíamos pensar que o anúncio destas divisões é a expressão de um pressentimento, mas não: infelizmente, Jesus fala por experiência. Recordemos, por exemplo, o episódio da sua visita a Nazaré. Depois de um primeiro momento de entusiasmo, os amigos de infância voltaram-se contra Ele, quando explicou que a sua missão superava as fronteiras de Israel: «Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo» (Lc 4,28-29).

Esta não é a única situação em que Jesus encontrará a incompreensão e a oposição dos seus amigos e parentes. São João também escreveu: «nem sequer os seus irmãos acreditavam nele» (Jo 7,5). De facto, Jesus nunca escondeu que uma das condições para segui-Lo é a aceitação das possíveis ruturas: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo» (Lc 14,26).

No entanto, é legítimo perguntarmo-nos: num mundo já marcado por tantas divisões, guerras e conflitos, o Messias não deveria trazer a paz?

O problema é que a paz não se obtém com um gesto de varinha mágica. Ela exige uma radical conversão do coração e é a essa conversão que muitos se opõem com violência. Se realmente somos discípulos de Jesus, isso significa que a chama do Espírito Santo arde nos nossos corações: cabe a nós “incendiar” o mundo, proclamar a Boa Nova e testemunhar a alegria da conversão.

 

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