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No próximo domingo, Jesus propõe-nos a curiosa imagem da “porta estreita” e fala-nos das condições necessárias para entrar no Reino de Deus.

«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir».

Quem são aqueles que não entrarão? Normalmente respondemos: «São os outros», e nem sequer consideramos a hipótese de que se esteja a falar precisamente de nós. Nós… tão seguros da nossa idoneidade… da nossa elegância… e que sempre nos confortamos com a expressão «há pessoas bem piores (bem mais gordas) do que eu!».

A ideia da “porta estreita” é realmente sugestiva, mas não indica a necessidade de uma dieta permanente (obviamente, sem negar a importância de uma alimentação saudável e equilibrada). Existem toda uma série de fardos que “engordam” o homem e que o impedem de viver na lógica do “Reino”. Que fardos são esses? Por exemplo: o egoísmo, o orgulho, a riqueza, a ambição, o desejo de poder e de domínio… Tudo aquilo que impede o homem de embarcar numa lógica de serviço, de entrega, de amor, de partilha, de dom da vida. Tudo aquilo que impede a adesão ao “Reino”.

Para nós, “assumidamente” cristãos, esta página do Evangelho é extremamente importante… Jesus dizia que, no banquete do Reino de Deus, muitos apareceriam a dizer: «comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças». Mas receberiam como resposta: «não sei de onde sois; afastai-vos de mim todos os que praticais a iniquidade». Este aviso toca de forma especial aqueles que conheceram bem Jesus, que se sentaram com Ele à mesa (da Eucaristia), que escutaram as suas palavras, que fizeram parte do conselho pastoral da paróquia, que foram fiéis guardiães das chaves da igreja ou dos cheques da conta bancária paroquial, que até, se calhar, se sentaram em tronos episcopais ou papais… mas que nunca se preocuparam em entrar pela “porta estreita” do serviço, da simplicidade, do amor, do dom da vida. Esses (e aqui Jesus é perfeitamente claro e objetivo) não terão lugar no “Reino”.

 

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