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No próximo domingo, dia 26 de maio, escutamos mais um trecho do discurso de despedida que Jesus pronunciou aos seus apóstolos durante a última ceia. A semana passada vimos como Ele revolucionou o mandamento do amor; esta semana somos convidados a reelaborar o nosso conceito de “paz”.

«Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo».

“Paz”, na língua de Jesus diz-se “shalom”, um termo hebraico muito comum entre os judeus como saudação. Aliás, é precisamente com a expressão “shalom aleikhem” que Jesus saúda os seus discípulos, quando os encontra pela primeira vez depois da ressurreição e diz: «a Paz esteja convosco» (Jo 20, 19).

Porém, o conceito cristão de “paz” é muito mais do que a mera ausência de guerra ou conflito. Não podemos não condenar a violência, a agressividade e o desejo de vingança, mas a paz de que nos fala hoje Jesus Cristo é algo de mais enérgico, dinâmico e bonito: é o viver sereno, sem medo, que provém (apenas) da confiança no Senhor.

«Shalom aleikhem!»: é o primeiro dom que o Ressuscitado dá ao mundo, quando aparece diante dos discípulos temerosos. «Não se perturbe nem se intimide o vosso coração». Um coração pacificado é um coração que confia, que crê, que sabe que é amado, que não se assusta diante das dificuldades e que não recua na presença de um desafio. É a serena coragem que alimentou o ardor missionário dos primeiros cristãos e que ainda hoje se sente na Igreja cada vez que anunciamos Jesus num lugar hostil à nossa fé. «A Paz esteja convosco!» Para que possais anunciar o Amor! Doar as vossas vidas! Testemunhar o Ressuscitado!

 

 

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