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Na semana passada celebrámos a Festa do Batismo de Jesus e no próximo domingo, dia 19, o Evangelho propõe-nos o testemunho que João Baptista dá desse encontro com o jovem carpinteiro da Galileia: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. (…) Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

João diz também que Jesus é «o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo»… e esta afirmação pode facilmente baralhar-nos. Se a missão de Jesus era eliminar o pecado do mundo e todos podemos constatar que o mundo permanece impregnado de crimes e injustiças… então, Jesus falhou? Como podemos conciliar a afirmação de João Baptista com o triste quadro de guerras, egoísmo e corrupção que vemos diariamente?

Jesus veio para tirar (eliminar) o pecado do mundo. A palavra “pecado” aparece, aqui, no singular: não designa os “pecados” dos homens, mas um “Pecado” único que oprime a humanidade inteira. Esse pecado é a ignorância do verdadeiro rosto misericordioso do Pai, aliada à elaboração de horrendas caricaturas (de Deus, da Igreja, da felicidade) que afastam os homens da Verdade.

Deus propõe aos homens um Caminho de salvação, mas não impõe nada e respeita a liberdade das nossas opções. É preciso termos consciência de que a nossa humanidade implica um quadro de fragilidade e de limitação e que, portanto, o pecado vai fazer sempre parte da nossa experiência histórica. Mas a libertação plena e definitiva do pecado não é um sonho ingénuo pois, tal como nos ensina São Paulo: «Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido».

 

 

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