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No final do mês de agosto e às portas de um novo ano (laboral, escolar ou pastoral), encontramos uma página do Evangelho que nos convida a redescobrir a essência da nossa fé e interroga-nos sobre o que é realmente decisivo na experiência religiosa… Será o estrito cumprimento das leis definidas pela Igreja? Serão as manifestações exteriores de religiosidade? Ou será outra coisa?

No Evangelho do próximo domingo, dia 29, Jesus critica a religiosidade hipócrita dos fariseus e recorda-nos que leis e ritos não têm sentido se não nos ajudam (e eis o que realmente é essencial…) a aprofundar a nossa comunhão com Deus e com os outros homens: «Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos».

Naturalmente, algumas normas têm o seu lugar na experiência religiosa, mas apenas enquanto sinais indicadores de um caminho a percorrer. Se as absolutizamos, tornam-se para nós um fim e não um caminho. Tornam-se uma forma de nos julgarmos em regra com Deus; de sentirmos que Deus nos deve algo porque cumprimos as leis estabelecidas. Nesse caso, o culto torna-se um processo egoísta de compra e venda de favores e não uma manifestação do amor que une o Pai e os seus filhos. A nossa religião torna-se um negócio, uma mentira.

Só abandonando as máscaras do ritualismo artificial (que esvazia a celebração e a transforma em cerimónia) e do moralismo estéril (que corrompe o Evangelho e o reduz a uma legislação) poderemos redescobrir a essência da nossa fé, que é encontro (pessoal), comunhão (total) e conversão (radical).

 

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