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Em toda a história da humanidade não encontramos outro episódio que tenha inspirado tantas obras de arte, que tenha sido interpretado em tantas telas, esculturas ou filmes, quanto o Evangelho do próximo domingo: o Evangelho da Paixão de Cristo, que nos convida a percorrer os passos que de Betânia, passando pelo cenáculo, o jardim do Getsémani, o palácio do sumo-sacerdote e o pretório romano, levaram Jesus até ao monte Gólgota e, finalmente, ao túmulo escavado na rocha.

Como vimos na semana passada, a Bíblia não esconde os sentimentos de angústia que antecederam a traição e prisão de Jesus, mas a imagem que nos é apresentada agora é a de um homem que não Se descontrola, não recua, não resiste, mas mantém-Se sempre sereno e digno, enfrentando o seu destino. À pergunta do sumo-sacerdote, «És Tu o Messias?», Ele responde com coragem, sabendo que esta afirmação selará o seu destino: «Eu Sou. E vós vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso vir sobre as nuvens do céu».

É o culminar de três anos de pregação. A cruz é a suprema lição, a afirmação mais radical e mais verdadeira daquilo que Ele pregou com palavras e com gestos: o amor, o dom total.

O grão de trigo cai na terra. Morre. E o primeiro fruto daquela estranha lição brota imediatamente. Um dos “alunos”, o mais improvável de todos, (um estrangeiro, um centurião romano que provavelmente, até àquele momento, nem nunca tinha ouvido falar de Jesus), consegue reconhecer naquela morte, naquela vida inocente que se doava por amor, a verdadeira identidade do crucificado: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».

 

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