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A parábola do administrador sagaz que encontramos no Evangelho do próximo domingo não é nada fácil de entender…

«‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’».

No tempo de Jesus, o administrador de uma propriedade não recebia um salário fixo: vivia graças a uma taxa que cobrava aos devedores do verdadeiro proprietário. O administrador da parábola (que intuiu que será despedido…) começou a renunciar ao lucro que lhe era devido, a fim de assegurar a gratidão dos devedores.

«O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza».

Este administrador, se é chamado “desonesto”, não o é pelo gesto de abater as dívidas, mas sim, por atos anteriores, que até levaram o patrão a despedi-lo. O senhor louva-o, não pelas suas aldrabices, mas pela sua sagacidade em renunciar à sua taxa: o dinheiro tem um valor relativo e ele troca-o por outros valores mais importantes, tais como a amizade e a gratidão.

«Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas».

Esta frase, que conclui a parábola do administrador sagaz, revela-nos a verdadeira lição que devemos aprender: os bens deste mundo são passageiros e devem ser utilizados, não como um fim em si mesmos, mas como instrumentos para ajudar os outros e socorrer os mais necessitados. E o bem que fizermos testemunhará/ confirmará a nossa escolha por Cristo, pois não podemos “comprar” a salvação, mas tal como diz São Tiago: «a fé sem obras está completamente morta. (…) Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé».

 

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